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Jackie De Botton Por The School of Life Diretora e sócia-fundadora da The School of Life

Bons líderes lideram com amor

A entrega ao trabalho só acontece realmente quando estamos conectados a algo maior. E os líderes que criam um espírito de amizade estimulam essa sensação

Por Jackie de Botton, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 17 jun 2021, 19h51 - Publicado em 19 jun 2021, 08h00

O escritor, filósofo e poeta Ralph Waldo Emerson dizia que “nosso maior desejo é alguém que nos inspire a ser aquilo que sabemos que podemos ser”. E é nisso que eu realmente acredito. No meu entender, bons líderes sabem a importância de fazer com que suas equipes se lembrem constantemente de seus propósitos, conseguem motivar o grupo e levar as pessoas ao seu máximo potencial. Diversos são os exemplos que temos no trabalho, em família ou na política.

O trabalho, hoje em dia, absorve grande parte do tempo das nossas vidas. Antes da “Era home office”, passávamos mais tempo com os nossos colegas da empresa, do que com amigos pessoais e a nossa própria família. Porém, só nos entregamos plenamente, com dedicação, à empresa e aos projetos profissionais quando estamos conectados com um bem maior, com uma causa significativa.

  • Quem são os bons professores na sua empresa?

    Boas organizações estão repletas de bons professores – em posições de gestão ou liderando pelo exemplo, de olho no cargo de líder. São pessoas que conseguem se lembrar da sensação de não saber algo e por isso estão verdadeiramente dispostas a guiar os interessados em um caminho de evolução. Em geral, esses profissionais com espírito de liderança conseguem entender de que forma a empresa causa impactos positivos nas pessoas, na sociedade e no planeta, e transmite isso para quem está passando os melhores anos da sua vida ao seu lado nas trincheiras.

    A raiz da boa liderança

    Entender essa raiz da boa liderança talvez seja um dos maiores desafios das nossas vidas profissionais. Afinal, hoje em dia, além das competências fundamentais relacionadas a uma posição de gestão, há a necessidade de um maior foco na inteligência emocional de si mesmo e do outro. Em muitos casos, uma boa liderança requer saber orquestrar e colocar em prática diferentes habilidades em uma única situação para que se consiga alcançar o melhor resultado de um projeto.

    A grande questão é que a ação de usar mais a mente (e alma) do que o corpo exige de nós um esforço extra de interação contínua, criatividade, foco, confiança, empatia, calma, diplomacia e, acima de tudo, amor. Bons líderes lideram como amor. Por isso, acredito que a qualidade de nossos esforços depende cada vez mais de estarmos sintonizados com uma sensação de significado, respeito, realização interna e encorajamento. Algo muito parecido com um espírito de amizade.

    Ao conseguir engajar os funcionários nessa sintonia, o líder não terá dos liderados apenas o seu tempo. Terá a certeza de que eles estarão colocando paixão no trabalho. Tudo é uma questão de se capacitar para essa nova “Era de escritórios emocionalmente inteligentes” e pensar e agir com base na imaginação e na criatividade.

    Assinatura de Jackie de Botton
    VOCÊ RH/Divulgação
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