16% dos brasileiros cogitam mudar de empresa para crescer profissionalmente
Além da carência de oportunidades internas, falta de motivação e medo de fracassar também impedem progressão da carreira, diz relatório do ADP Research.
Em seu mais recente capítulo, o relatório “People at Work 2025”, do ADP Research, revela quais são os motores para a estagnação profissional no Brasil. A pesquisa, que ouviu quase 38 mil trabalhadores em 34 mercados globais, constatou que, para 26% dos brasileiros, a falta de oportunidades dentro das organizações é a principal barreira na progressão da carreira – na média mundial, essa porcentagem é de 19% – e que 16% acreditam ser necessário mudar de empresa para crescer profissionalmente.
Outros obstáculos apontados pelos trabalhadores locais são a falta de desejo para dar novos passos (10%), a percepção de que o nível de educação formal está aquém da exigida para a posição seguinte (9%) e o medo de fracassar ou de não corresponder às expectativas (5%).
Recortes por segmento
A depender da geração e do grupo demográfico, a percepção dos obstáculos é diferente. Os homens se mostram mais pessimistas quanto às oportunidades internas: enquanto 14% das mulheres concordam com a necessidade de migração, entre eles esse índice é de 18%.
A carência de possibilidades também é mais sentida em grupos com maior experiência, sendo citada por mais de 20% dos trabalhadores globais com idades acima de 40 anos e 14% dos profissionais com menos de 26 anos.
Já no recorte por posição, ela é mencionada por 20% dos colaboradores individuais, 18% dos gerentes de nível médio e 16% dos executivos e gerentes seniores.
Quem vai e quem fica
No cenário mundial, entre quem percebe poucas chances de crescimento em seus empregos atuais, mais de um terço (34%) está ativamente procurando ou sendo entrevistado para um novo trabalho.
O relatório também mediu os fatores que motivam a lealdade e o engajamento dos trabalhadores. Entre aqueles que acreditam na longevidade na empresa em que atuam, as principais razões são a oportunidade de avanço na carreira (45%), o treinamento profissional e o desenvolvimento de habilidades (36%) e a flexibilidade de horários (34%).
Para Nela Richardson, economista-chefe da ADP, os dados reforçam que “organizações que projetam caminhos de carreira claros e equitativos são mais capazes de reter talentos e de desbloquear todo o potencial produtivo de seus funcionários”.







