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77% dos profissionais criam conteúdo nas redes sociais para impulsionar carreira

Atividade é ambição da geração Z, mas trabalhadores em geral já entendem que a presença digital estratégica é e será cada vez mais um diferencial competitivo.

Por Izabel Duva Rapoport 24 dez 2025, 14h00 •
Grupo de pessoas usando celulares.
 (Xavier Lorenzo/Getty Images)
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  • Não importa a área de atuação e idade: 77% dos profissionais brasileiros acreditam que a presença nas redes sociais fortalece sua reputação e abre oportunidades de negócios, segundo uma pesquisa feita pela Flint em parceria com a Galaxies. Para 41% dos respondentes, inclusive, falar a “linguagem creator” é determinante para a prosperidade no trabalho de hoje em dia.

    “Essa capacidade de comunicação tem se tornado atraente para trabalhadores que buscam transicionar de carreira, complementar renda, testar novas possibilidades, encontrar diferentes formas de remuneração e garantir o sucesso em suas profissões, mesmo que não estejam diretamente relacionadas às redes sociais“, descreve Christian Rôças, o Crocas, CEO da Flint. Este movimento, segundo ele, deu origem ao conceito de InfluProfissional, termo adotado pela empresa para designar médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, consultores, profissionais de RH e outros especialistas que convertem conhecimento em conteúdo, atraindo clientes e fortalecendo suas marcas pessoais.

    “Não estamos falando de celebridades digitais, mas de profissionais que usam o conteúdo como extensão da carreira”, destaca o executivo. “A pesquisa mostra que a linguagem das redes se tornou transversal a todas as profissões. Quem aprender a dominá-la se diferencia e gera negócios”.

    Criatividade e habilidades práticas

    Entre os entrevistados, 85% apontam criatividade e geração de ideias como principal habilidade a desenvolver; 65% valorizam marketing de conteúdo; 63% buscam gestão de tempo e produtividade e 62% querem aprimorar escrita e comunicação. Também há alta adesão à capacitação: 72% estão dispostos a investir em cursos e treinamentos.

    A pesquisa mapeia ainda as principais barreiras: dificuldade técnica com plataformas e ferramentas (38%), baixo retorno de engajamento/monetização (34%) e falta de tempo (33%), além de fatores emocionais como timidez ou aversão à exposição (36%) e medo de julgamentos (40%). Apesar disso, 53% têm interesse em monetizar seu conteúdo, mas reconhecem desafios em precificar, criar produtos e estruturar funis de vendas.

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    As habilidades práticas e o domínio sobre essas ferramentas se apresentam como desafios recorrentes entre o público: 37% ainda se sentem limitados em relação ao conhecimento de canais como Hotmart, YouTube e Substack; 32% mencionam a dificuldade em ter criatividade e originalidade em seus conteúdos; 42% enfrentam privação em funções como CapCut e Canva; e 38% se sentem inseguros quanto à mensuração de resultados e otimização dos próprios conteúdos.

    “Não é à toa que conhecimentos teóricos em negócios, marketing e comunicação são os mais desejados pelo público, que se mostrou altamente aberto para cursos práticos”, comenta o CEO. De acordo com a pesquisa, a educação é vista como ferramenta-chave para esse desenvolvimento, com 72% dos participantes afirmando que estão dispostos a investir em conhecimento.

    Diferentes e novas audiências

    Não são apenas os trabalhadores que, diretamente, olham para a força da linguagem creator como um diferencial competitivo ou oportunidade de negócios. De acordo com o Daniel Victorino, CEO e Fundador da Galaxies, marcas vêm investindo em projetos especiais e de capacitação para que seus próprios colaboradores e especialistas passem a criar e disseminar conteúdo pelos meios digitais como forma de ampliar o impacto e engajamento com diferentes audiências.

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    “A alta adesão dos profissionais ao conteúdo reforça a importância de analisarmos esses padrões de comportamento digital. Quanto maior for o entendimento e conhecimento desse público e linguagem, maiores são as chances dos creators e marcas irem a mercado com inovações e abordagens mais certeiras”, pontua.

    Recentemente, empresas como Natura, Porto, Mercado Livre, Google, Linkedin, Supergás e Apsen iniciaram projetos junto à Flint para capacitar diferentes públicos com conexão direta com suas marcas. Esse movimento, segundo o CEO, mostra como empresas mais maduras já identificaram como é importante e efetivo ter seus colaboradores e especialistas apresentando de forma mais clara, atrativa e intuitiva seus produtos, serviços ou mesmo levando informação de qualidade à audiência. “Ganha a marca, ganha o colaborador e ganha o consumidor”, finaliza Crocas.

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