CTI: carreira em cibersegurança cresce com ataques digitais cada vez mais sofisticados
Área envolve diferentes perfis, indo além do técnico, já que a antecipação de riscos requer também análise do comportamento de quem está por trás dos crimes.
Com o aumento das fraudes digitais, espionagem cibernética, ataques de ransomware e golpes online, cresce também a demanda por especialistas capazes de antecipar riscos cibernéticos. Nesse cenário, a Cyber Threat Intelligence (CTI), área dedicada à análise de informações sobre ameaças digitais para antecipar ataques, tem se destacado como uma das carreiras emergentes dentro da cibersegurança.
Não por acaso, no levantamento Habilidades em Alta em 2026, do LinkedIn, a CTI aparece entre as competências profissionais mais valorizadas para os próximos anos – e com crescimento acelerado no Brasil. Segundo projeção da Mordor Intelligence, o setor no país deve chegar a US$ 5,46 bilhões até 2029. Já o estudo da ESET aponta que os brasileiros ocupam a quarta posição da América Latina em número de registros de ameaças digitais, ficando atrás apenas do Peru, México e Equador.
“A CTI funciona como um radar”, explica Carlos Cabral, especialista em cibersegurança e da empresa Tempest Security Intelligence, que atua na área. “Ela permite identificar padrões de ataque, entender o comportamento de criminosos e antecipar riscos antes que eles se transformem em incidentes reais”.
Uma área multidisciplinar
Ele diz ainda que o perfil de quem deseja ingressar em CTI não precisa necessariamente vir de um caminho técnico tradicional. “A inteligência de ameaças é multidisciplinar. Envolve análise de dados, investigação digital, pensamento crítico, entendimento de comportamento humano e capacidade de conectar informações”, conta. “Por isso vemos profissionais de diferentes formações entrando nesse campo”.
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Fatores como curiosidade, estudo contínuo e participação em comunidades técnicas também são apontados como relevantes, tendo em vista as invasões cibernéticas cada vez mais sofisticadas, impulsionadas por inteligência artificial e engenharia social. “As organizações precisam entender não apenas a tecnologia envolvida, mas também as motivações de quem está por trás dos ataques”, ressalta Carlos. “E elas podem ser as mais variadas: desde o elementar roubo de dados para alimentar transações fraudulentas até operações de espionagem conduzidas por governos”.







