Transição de carreira: 5 dicas para trabalhar com assessoria de investimentos
Com mais de 100 milhões de investidores pessoa física, a profissão vive um boom de demanda. Conheça as habilidades essenciais.
De acordo com dados da B3, o número de investidores pessoa física renda fixa superou 100 milhões de CPFs no segundo trimestre de 2025, enquanto, na variável, o salto foi de 800 mil em 2018 para 5,5 milhões no ano passado. Neste cenário, o volume de assessores de investimento cresceu mais de 500% na última década (Ancord), atraindo jovens em início de carreira ou profissionais em fase de transição. José Neto Rossini, especialista da Forttu, indica pontos importantes para quem busca destaque na área.
Autor do livro O Caminho para o Sucesso na Assessoria de Investimentos, que chega ao mercado no fim deste mês pela AugeBook, José Neto explica que, na verdade, a profissão chegou à maturidade. “Depois de um pico expressivo, a busca por essa carreira continua subindo, mas de forma moderada. O que se observa é um ponto de consolidação, no qual a demanda de investidores e gestores é por mais qualificação com foco em resultados.”
Profissional pode vir de áreas diversas
O especialista também esclarece que, para se tornar um assessor em finanças, não é obrigatório ter formação na área, mas a assessoria geralmente absorve profissionais das áreas bancária e de vendas, por exemplo, embora não limitado a elas. “Existem casos de sucesso com pessoas que atuavam totalmente fora desse mercado, como em seguros, direito e engenharia”, diz. Quando questionado sobre o que atrai em assessoria de investimentos, ele esclarece: “o formato é quase de empreendedor, com remuneração variável, mas sem teto, podendo ultrapassar R$ 20 mil por mês, mas esse resultado demanda um tempo de esforço e maturidade comercial”. Tudo depende de uma bela construção da carteira de clientes.
5 pontos importantes para uma mudança bem-sucedida
(1) Ter visão holística: assessoria de investimentos não trata só de números. Muito tem a ver com comportamento também. É preciso que o atendimento seja 360 graus. O cliente quer falar de maior rentabilidade, mas também deseja uma solução completa, que passa por patrimônio, sucessão, proteção, família, filantropia etc. O assessor precisa ter o cliente no centro e analisar o todo para orientá-lo de forma estratégica. Para isso, precisa se empenhar em conhecer e transitar em todas essas áreas.
(2) Dominar inteligência artificial: Neto reforça que o uso de IA é fundamental na rotina e que essas ferramentas não oferecem ameaça ao profissional. “O impacto positivo vai desde o resumo automatizado de reuniões e treinamentos de equipes de suporte até análise de dados em larga escala. Conhecer e saber usar essas ferramentas significa ter mais tempo para uma tarefa que nenhuma máquina fará melhor: estreitar relacionamento e criar conexões genuínas com os clientes”.
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(3) Melhorar habilidades de relacionamento: Hoje as opções de finanças viraram commodities. Todos têm acesso às mesmas soluções. Ou seja, o produto não é mais o que diferencia o assessor e, sim, o relacionamento e o atendimento que ele entrega. Escuta, atenção, conexão humana e estratégica. A relação de confiança e transparência é a base, e isso se conquista com relacionamento.
(4) Entender a importância da comunicação eficaz: Postura e escuta são tão importantes quanto o produto. De todas as técnicas conhecidas e disponíveis, talvez a do espelhamento seja a que mais se adequa a quem vai iniciar a carreira de assessoria ou está mudando de área. O profissional deve acompanhar sempre o ritmo do cliente, acelerando ou desacelerando quando necessário. Dar espaço para que fale e use pontos de silêncio com inteligência. Geralmente, pelo desconforto, surgem informações relevantes.
(5) Especializar-se com foco em alta performance: Se o produto está disponível para todos e o diferencial agora está no assessor, qualificação é mandatório para quem quer atingir o nível top performer. A XP, uma referência em gestão, abriu recentemente o XP Future, programa justamente voltado para profissionais em mudança de carreira, com formação técnica, capacitação comercial e apoio para certificações. E esse é só um exemplo. Existem muitos outros cursos e atualizações para impulsionar o início ou alcance de novos níveis no setor.







