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Diana Gabanyi

Por The School of Life Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
CEO da The School of Life

Maturidade emocional (ainda) não dá status, mas sustenta trajetórias

As emoções interferem na qualidade de nossas relações e ações. Por isso, saber lidar com elas é essencial para formar equipes motivadas e confiantes.

Por Diana Gabanyi, colunista da VOCÊ RH
28 dez 2025, 16h00 •
Imagem da silhueta de uma pessoa com flores na parte superior.
 (Yummy pic/Getty Images)
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  • Há uma grande diferença entre inteligência cognitiva e inteligência emocional. É comum admirarmos pessoas capazes de pensar, aprender e resolver problemas na vida, no esporte e nos negócios. Já a sabedoria relacionada à capacidade de reconhecer, compreender e gerir emoções costuma ficar um pouco de lado, talvez por ser algo que ainda não proporciona tanto status. 

    Nunca ouvimos alguém dizer: “Nossa, o presidente daquela empresa de tecnologia é emocionalmente maduro!” apesar de ser uma característica que deveríamos valorizar mais. Afinal, são justamente as pessoas que sabem lidar bem com suas emoções que são capazes de construir famílias unidas ou formar equipes motivadas, confiantes e engajadas.

    Nas conversas que tenho com CEOs e líderes de RH, são cada vez mais comuns os relatos sobre o persistente desafio de encontrar alguém emocionalmente maduro para determinadas posições. Na The School of Life, é igualmente desafiador – mas não impossível – quando somos chamados para desenvolver certas habilidades comportamentais em um grupo formado por pessoas com educações familiares e contextos de vida completamente diferentes.

    A maturidade etária é muito simples de identificar. Somos capazes de dizer com muita facilidade quando uma criança ainda tem uma década de crescimento pela frente e, portanto, podemos definir adequadamente nossas expectativas e nossos níveis de tolerância com relação ao seu desenvolvimento. Mas não podemos nos dar a esse luxo quando se trata de maturidade emocional. 

    É na pressão e nas discordâncias do ambiente de trabalho que podemos ser constantemente surpreendidos por quem está diante de nós, independentemente da idade cronológica dessa pessoa. Vale lembrar que as formas mais impressionantes de imaturidade podem coexistir com todas as armadilhas da vida adulta e com um jeito de ser confiante e inteligente. Podemos, inclusive, levar muito tempo para perceber que estamos lidando com um colega inexperiente do ponto de vista emocional.

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    A psicologia nos mostra que a maior parte do material responsável por guiar nossos desejos, decisões e pontos de vista está oculta em nosso interior. E quando reprimimos ou não acessamos esses conteúdos, eles encontram, de alguma forma, um caminho para se expressar. Isso pode acontecer por meio de sintomas físicos ou interferindo na qualidade das nossas relações e ações. 

    Muitas vezes, quem “explode” nem tem conhecimento da real causa dessa reação. Isso porque reconhecer a própria imaturidade emocional não é algo simples ou confortável. Ainda assim, algumas perguntas podem ajudar uma pessoa emocionalmente imatura a iniciar um processo de autoanálise, especialmente diante de situações desconfortáveis no cotidiano corporativo. 

    Ajuda, por exemplo, fazer os questionamentos: “O que está me chateando atualmente?”, “O que está me causando ansiedade?”, e “O que está despertando a minha curiosidade e empolgação?”. Escreva o que vem de imediato à sua mente e depois vá se aprofundando nas perguntas. Se esse exercício de autoconhecimento for feito com o apoio de um profissional da saúde mental, os resultados serão ainda mais efetivos. 

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    É uma maneira de começar a desenvolver a sua própria maturidade emocional e melhorar suas relações no ambiente de trabalho. Não como garantia de que você nunca mais errará no contato com o outro. Mas, pelo menos, você terá mais chance de parar de cometer os mesmos erros.

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