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Black das Blacks com preço absurdo
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Larissa Santana

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Fundadora da escola de comunicação CALOR e pesquisadora do Grupo de Estudos em Comunicação e Criatividade nas Organizações da FGV.

Cuidado: seu maior sabotador pode ser a narrativa sobre si mesmo

Como a forma de se descrever pode travar sua carreira – e o que fazer para mudar essa história. Na sua cabeça e na dos outros.

Por Larissa Santana, colunista da VOCÊ RH
2 nov 2025, 16h13
Colagem de uma orelha com formas coloridas e geométricas ao fundo.
 (We Are/Getty Images)
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Todos os dias contamos uma história sobre nós mesmos para… nós mesmos. Quando decidimos em que projeto vamos concentrar mais energia, como vamos endereçar determinado assunto em uma reunião, que curso vamos buscar para desenvolvimento pessoal, estamos respondendo à seguinte pergunta, sem nem pensar:

“O que consigo e o que não consigo fazer?”

Fazemos isso com base em vieses que construímos sobre nossa própria identidade, muitas vezes sem perceber o dano que isso gera. Trago aqui meu próprio exemplo.

“Sou de humanas, não entendo nada de números”

Sou formada em Comunicação Social e trabalhei por 15 anos como jornalista antes de entrar no mundo dos negócios, como empreendedora e executiva. Enquanto estive no aquário da Comunicação, sempre me senti competente e preparada para todos os desafios. Já no aquário dos negócios, eu colecionei “gaps” e pontos a melhorar. Não que os outros tenham apontado estes pontos. Era tudo parte da minha narrativa sobre mim mesma. Eu me via como uma pessoa “de pessoas”, com muitas habilidades sociais e com uma incapacidade – esta é a palavra – de ser tão analítica quanto um engenheiro, por exemplo, ou de fazer das planilhas minhas melhores amigas.

O resultado é que eu fugia de oportunidades que envolviam essas tais habilidades inalcançáveis para mim. Eu mesma me coloquei em uma caixinha limitante. E, pior: cansei de repetir a frase “sou de humanas” em reuniões e conversas com colegas, me sabotando conscientemente. A narrativa que criamos para nós mesmos é tão forte que ainda hoje me pego falando isso por aí. Mesmo extremamente consciente do impacto negativo que ela traz.

 “Sou workaholic”

Um clássico do meu início de carreira.

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Sempre me dediquei bastante ao trabalho, até porque tive a sorte e o privilégio de alcançar posições incríveis, que me deram muita satisfação pessoal.

Mas, em algumas situações, vendo hoje, percebo que usei essa expressão para legitimar meu comportamento. Em vez de reconhecer que estava trabalhando horas demais, abraçando mais projetos do que conseguiria, preenchendo todo o meu tempo de vida com o trabalho, eu simplesmente aceitava que as coisas eram assim por achar que eu era assim. “Faço isso porque sou assim.” Ponto.

Interpretar como uma característica, e não uma escolha, tirava minha própria responsabilidade da equação. Parecia mais fácil. Mas com resultados muito piores do que se eu efetivamente gerenciasse minha relação com o trabalho.

“Work hard, play hard”

Em português, algo como “trabalhe duro, divirta-se muito”. Totalmente conectada com a narrativa de cima (da workaholic), mas ainda pior. Porque, além de normalizar o trabalho excessivo, criava a ideia de que era preciso curtir todos os segundos de vida pessoal ao extremo. Descanso? Ócio? Zero espaço para isso. Ainda mais quando todo mundo compartilhava a frase nas redes sociais e encarava como um mantra “do sucesso”.

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As narrativas “para fora” começam “para dentro”

Muitos dos meus alunos e mentorados buscam uma narrativa que os apresente como os mais credenciados e preparados para seus objetivos. E claro que isso é crucial. A questão é que antes de narrar e mostrar aos outros o que somos, precisamos nos permitir enxergar o que somos.

Às vezes abraçamos narrativas que não são as nossas, mas sim da cultura organizacional da empresa em que trabalhamos. Outras vezes aspiramos ao que vemos nas redes sociais. E muitas tantas nos prendemos a estereótipos de gênero, de profissão, de região.

E aí, em momentos em que for muito importante contar nossa história – como a busca por um novo emprego, a defesa de uma promoção, a transição para uma carreira nova –, estaremos presos a uma história parcial, enviesada.

Então pergunte-se:

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  • Que frases uso para me definir?
  • Quais dessas frases me limitam em vez de me expandir?
  • Em quais posso trocar o verbo sou por estou?

Use as narrativas a seu favor, para destacar suas fortalezas, seus potenciais e suas ambições. Nunca para te reduzir. Mesmo que o público-alvo da sua comunicação seja apenas você, e mais ninguém.

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