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Autistas no mercado de trabalho: sua empresa está preparada para eles?

Hoje, 02 de abril, é dia mundial de conscientização sobre o TEA. Aproveite a data para refletir e aplicar boas práticas no escritório.

Por Izabel Duva Rapoport 2 abr 2026, 17h43 • Atualizado em 3 abr 2026, 19h52
Recorte de um aperto de mãos, sendo uma delas formada por peças de quebra-cabeça.
 (champpixs/Getty Images)
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  • Comemorado hoje, 02 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi instituído pela ONU em 2007 para ampliar o conhecimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição que acomete uma a cada 36 pessoas, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a agência governamental dos Estados Unidos. O número evidencia um aumento brusco de casos nas últimas décadas – nos anos 2000, por exemplo, havia um autista para cada 150 cidadãos.

    As características entre eles variam (e muito), mas, independentemente do nível, é comum encontrarem dificuldades no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, 85% dos autistas estão desempregados no Brasil, embora sejam beneficiados pela Lei de Cotas, que determina uma participação mínima para pessoas com deficiência nas empresas – desde 2012, autistas são considerados PcD.

     

    Preconceito e falta de suporte

    Entre as principais razões dessa desocupação quase total estão o preconceito, alimentado pela falta de conhecimento sobre o TEA, e a ausência de suporte para acolher esses profissionais. “Como empreendedora, vejo que muitas empresas já entenderam a importância do tema, mas ainda não traduziram isso em prática”, conta Dan Batista, fundadora do Grupo Comportpet, especializado em serviços pet. “Preparação passa por conhecer o indivíduo, adaptar rotinas e, principalmente, construir um ambiente de trabalho mais previsível e respeitoso”.

    Porém, tornar um escritório mais amigável para autistas não é tarefa simples e tampouco há um manual para um lugar perfeito (justamente por ser uma transtorno muito heterogêneo), mas existem boas práticas de inclusão no dia a dia corporativo, indo além do discurso. “Incluir é criar condições reais para que o profissional se sinta seguro e consiga desempenhar bem”, afirma a executiva.” Isso envolve desde pequenas mudanças no ambiente até a forma como as demandas são passadas. Quando há informação e adaptação, há resultado”.

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    Informar é dar o primeiro passo

    Uma pesquisa da consultoria Maya em parceria com a Universidade Corporativa Korú mostrou que 86,4% dos profissionais dizem nunca terem participado de treinamentos ou programas relacionados à neurodiversidade. Ou seja, para construir um mercado de trabalho mais acolhedor, é preciso investir em informação focada em funcionários e lideranças.

    Outra boa prática é manter uma rotina bem estruturada e o espaço em ordem. “Ambientes desorganizados, imprevisíveis e com excesso de estímulos podem dificultar muito a adaptação”, afirma Dan. Ela explica que profissionais autistas costumam mostrar melhor seu potencial quando não recebem um monte de tarefas ao mesmo tempo – em decorrência da “disfunção executiva” característica do TEA, um déficit relacionado a habilidades de planejamento e organização. Ajustar o contexto, manter um fluxo metódico, combinar prazos e estabelecer horários de entrada e saída bem-definidos podem ser ações importantes.

    Já na tentativa de alertar gestores e colaboradores de todas as áreas, Dan reforça os principais erros cometidos por empresas: não considerar a individualidade de cada pessoa autista; acreditar que inclusão é responsabilidade apenas do RH; não ajustar a comunicação; não preparar a liderança; e não oferecer estrutura, processos e suporte contínuo. “Incluir não uma ação pontual. Exige acompanhamento de longo prazo e disposição para aprender”, finaliza.

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