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Presença feminina em cargos de liderança segue estagnada no Brasil

Apenas 17,4% das empresas são lideradas por mulheres. E mais da metade dos conselhos de administração só tem homens.

Por Izabel Duva Rapoport
1 ago 2025, 15h39 •
Homem e mulher caminhando em direção a escadas brancas. Vista lateral de corpo inteiro de ambos caminhando em direção a escadas brancas contra fundo coral.
 (Klaus Vedfelt/Getty Images)
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  • O Panorama Mulheres 2025, realizado pelo Talenses Group em parceria com o Insper, revela estagnação na presença feminina em cargos de liderança no país. Apenas 17,4% das organizações com presidência formalizada são lideradas por elas. O número também está abaixo da média mundial de 29%, estimada pelo Global Gender Gap Report 2023.

    Além disso, 57,4% dos conselhos de administração das empresas analisadas não têm nenhuma mulher entre os membros. Nos cargos de vice-presidência, a participação feminina caiu de 34% para 20% entre 2022 e 2024.

    O relatório conclui: no ritmo atual, a paridade de gênero levaria mais de 160 anos para ser alcançada.

    “Os dados são um alerta claro de que ainda estamos longe de uma transformação real”, alerta Luciana Lancerotti, ex-CMO da Microsoft, consultora e palestrante de marketing com práticas sustentáveis. “Um resultado não só alarmante, mas estagnado. E quando mais da metade dos conselhos de administração sequer conta com uma única mulher, fica evidente que estamos retrocedendo em temas que deveriam ser prioridade, como a equidade de gênero e o compromisso com o ESG.”

    Não por acaso, o estudo também indica baixa adesão em práticas institucionais focadas na equidade de gênero: apenas 29,2% das empresas listam ações para promover mulheres a cargos estratégicos dentro de suas políticas de ESG e, no geral, a adoção de estratégias ESG também diminuiu.

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    “Isso evidencia que a equidade de gênero ainda é tratada como algo secundário, quando, na verdade, é um dos pilares para qualquer negócio que queira se manter relevante no longo prazo”, afirma Ingrid Lucena, diretora de marketing na Corpvs Segurança. “Os números escancaram um problema estrutural. Não é por falta de qualificação ou interesse – é por falta de espaço, políticas eficazes e prioridade real dentro das organizações.”

    Segundo a especialista, há mudanças importantes acontecendo em setores como segurança e logística, que historicamente apresentam uma predominância de profissionais homens. Mas ainda são transformações pontuais.

    “Vejo diariamente o quanto a diversidade agrega valor à estratégia, fortalece a cultura da empresa e gera resultados concretos. Mas esses avanços não acontecem por acaso, eles exigem intenção, investimento e uma mudança de mentalidade”. 

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    Além do discurso

    Para Luciana, o estudo mostra que a pauta da igualdade de gênero ainda é tratada de maneira simbólica nas organizações. “É urgente que as empresas deixem de tratar diversidade como pauta de marketing e passem a integrá-la de forma estratégica ao negócio”, afirma. Isso inclui estabelecer metas concretas, revisar critérios de promoção, investir em ambientes mais acolhedores e valorizar diferentes estilos de liderança. 

    A executiva também defende que o tema da diversidade e inclusão é o alicerce do ESG. “Sem mulheres em cargos de decisão – especialmente em áreas chave como finanças, tecnologia e operações –, não existe ESG. Existe discurso vazio. […] Não podemos mais aceitar que a diversidade seja tratada como um bônus opcional, quando ela deveria ser um eixo central de transformação organizacional.

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    Ingrid concorda: avançar nessa pauta também significa fortalecer a resiliência, a competitividade e a inovação. “Estamos falando de construir ambientes mais inteligentes, humanos e preparados para os desafios atuais. A presença de mulheres na liderança não é só um avanço social. É uma alavanca real de transformação”. 

    Clique aqui para conferir o estudo completo.

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