RHadioCast: a conexão entre jovens e vagas pelo Instituto Coca-Cola Brasil
A diretora-executiva Daniela Redondo explica como a diversidade gera inovação e por que é importante quebrar barreiras de entrada.
Nesta quinta-feira (19), publicamos mais um episódio do RHadioCast, o programa quinzenal da Você RH em que entrevistamos executivos e especialistas sobre as melhores práticas de gestão de pessoas. A convidada da vez foi Daniela Redondo, diretora-executiva do Instituto Coca-Cola Brasil, que desde 2009 conecta jovens ao mercado de trabalho.
Na plataforma Coletivo Coca-Cola, o instituto oferece orientações para quem está em busca de um primeiro emprego, ensinando como redigir um currículo e se preparar para entrevistas, entre outros aprendizados. Após a capacitação, os participantes ganham ainda acesso a uma rede que promove matches entre vagas e talentos. “São mais de 400 empregadores com posições disponíveis. E, por meio da inteligência de dados e da geolocalização, conectamos o melhor jovem com a melhor oportunidade”, explica Daniela em bate-papo com Alexandre Carvalho, editor-chefe da Você RH.
Durante a entrevista, a executiva defendeu o potencial da diversidade para geração de inovação dentro das organizações. É na abrangência de olhares, diz ela, “que está a riqueza para criar soluções e chegar a outras esferas. Porque, se formos olhar para o mercado de consumo, ele é mais diverso que nunca. Então [ter] pessoas com esse olhar dentro da sua empresa acelera muito o que, às vezes, você vai levar anos para descobrir em pesquisas”.
Desconsiderar essa pluralidade é, aliás, um dos erros que as empresas mais cometem ao incorporar a juventude em suas equipes, segundo a diretora. “Um jovem da Geração Z em situação de vulnerabilidade e um jovem da Geração Z de classe alta são muito diferentes. Os dois podem aportar muito, mas não dá para considerar que é o mesmo perfil e que têm as mesmas ambições. Alguém da periferia está, sim, procurando trabalho por questão de necessidade, [mas também] quer remuneração justa e digna e tem muito a entregar, brilho nos olhos e vontade de fazer acontecer.”
Maioria da Geração Z é contra o trabalho 100% remoto
Daniela também deixa um conselho para executivos que querem dar uma chance a profissionais jovens: avaliem os processos seletivos de suas empresas e passem um pente-fino nas exigências de cada vaga. Muitas vezes, pré-requisitos desnecessários impedem a contratação de pessoas que podem agregar grande valor ao grupo. É o caso do inglês, por exemplo. “Às vezes, na função que a pessoa vai desempenhar nos primeiros anos, o inglês não vai ser necessário. Ela pode aprender. E você pode deixar isso claro, ter um compromisso [de evolução]. O importante é quebrar a barreira de entrada”, conclui.
Confira abaixo o episódio completo, disponível no canal da Você RH no YouTube. E clique aqui para conhecer os episódios anteriores do programa.







