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A corrida corporativa não é por pessoas ou máquinas, mas por ecossistemas autônomos

Pesquisa destaca o papel crítico dos agentes de inteligência artificial que alteram o equilíbrio entre a tecnologia e o trabalho humano. Entenda essa dinâmica.

Por Izabel Duva Rapoport
26 dez 2025, 20h15 • Atualizado em 26 dez 2025, 20h17
Um regador disposto acima de miniaturas de cérebros.
 (Freepik/Reprodução)
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  • Até 2030, o Fórum Econômico Mundial estima a criação de 170 milhões de novos empregos e o desaparecimento de 92 milhões, o que representa um saldo positivo de 78 milhões de postos de trabalho. “Porém, mais do que uma simples reorganização do mercado, essa virada representa uma transformação profunda na relação entre tecnologia e trabalho humano”, afirma Cristiane Tarricone, Cristiane Tarricone, analista da TGT ISG e autora do estudo ISG Provider Lens® Future of Work Services 2025 para o Brasil. “Neste período, para se manterem competitivas, as empresas precisam não apenas atualizar suas infraestruturas, mas também adotar práticas sustentáveis e inclusivas”.

    Para ela, a pesquisa indica que estamos diante da era da autonomia artificial, na qual sistemas inteligentes vão além de executar tarefas. “Eles aprendem, tomam decisões e colaboram com humanos na criação de valor organizacional”. E esse movimento, segundo a analista, já está em curso, com ambientes de trabalho se transformando em ecossistemas híbridos, físicos, digitais e humanos, onde eficiência, sustentabilidade e experiência do colaborador se misturam.

    O relatório descreve que o escritório digital do futuro será moldado pela convergência de três pilares: a inteligência artificial como infraestrutura central, com agentes pré-construídos, automação cognitiva e análise preditiva; a experiência do usuário como métrica de valor, substituindo indicadores operacionais tradicionais por resultados de jornada; e a sustentabilidade como diferencial competitivo, evoluindo de exigência regulatória para motor de inovação.

    “Esse modelo cria ecossistemas autônomos, capazes de autorremediar falhas, prever demandas e otimizar recursos em tempo real”, ressalta Cristiane. “Tecnologias como realidade aumentada e virtual reduzem custos de suporte em campo, enquanto sensores e análise preditiva ajudam a criar espaços responsivos e ambientalmente eficientes”.

    Conversas e trabalhos fragmentados

    Se em 2023 apenas 55% das empresas experimentavam a tecnologia e, em 2024, esse índice saltou para 75%, não é surpresa que pesquisas recentes da Microsoft mostram que os profissionais de hoje passam cerca de 40% do tempo online, o equivalente a 6 horas diárias lidando com mensagens (a média é de 117 por dia, com 60 segundos para ler cada uma). “Isso significa que as conversas e o trabalho estão cada vez mais fragmentados”, comenta a especialista. “E o que vem efetivamente para ajudar nesse ambiente de mensagens pipocando durante o expediente, são as tecnologias e os agentes de inteligência artificial.”

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    O estudo também aponta o avanço da IA agêntica (focada em sistemas autônomos) em funções de vendas, recursos humanos, atendimento aos canais de cliente e experiência do usuário. Números da ISG indicam que 52% dos casos de uso de agentes de IA não são específicos de uma organização, embora serviços financeiros representem 30% das aplicações, varejo 21% e manufatura 18%. Apenas 25% das soluções atuais permitem operação independente, enquanto 45% operam de forma consultiva, “o que reforça a necessidade de governança robusta, monitoramento em tempo real e estruturas éticas para lidar com riscos e vieses”.

    Neste e nos próximos anos, habilidades técnicas como ciência de dados, desenvolvimento de IA e segurança digital ganharão relevância, segundo o relatório. Paralelamente, competências comportamentais como resolução de conflitos, pensamento crítico e adaptabilidade se consolidam como atributos que a máquina não substitui. “As companhias líderes já traçam diferentes caminhos para navegar na nova era: algumas apostam na colaboração entre humanos e máquinas, outras na criação de plataformas multiagente. E há também as que se concentram em equilibrar ganhos de eficiência tecnológica com valores éticos e humanos”, explica a autora.

    O que está em jogo, diz ela, não é apenas a adoção de novas tecnologias, mas a redefinição estrutural do trabalho humano e organizacional. “Empresas que conseguirem orquestrar ecossistemas tecnológicos complexos, mantendo adaptabilidade cultural, responsabilidade regulatória e compromisso com valores humanos, terão vantagem competitiva”, finaliza.

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