CFO do futuro: tendência é ser mais analítico, integrado e guiado por impacto
Em 2026, a liderança financeira não será só números: 80% dos profissionais apontam decisão estratégica e de capital como a competência mais valorizada do cargo.
O estudo CFO Trends 2026, conduzido pelo Evermonte Institute para mapear as tendências da atuação do Chief Financial Officer (CFO) no ano que vem, revela que o papel do diretor financeiro será cada vez mais criterioso, tecnológico e orientado a impacto – indo muito além das contas e planilhas.
Entre as competências apontadas pelos respondentes da pesquisa, a mais valorizada foi direcionamento estratégico e alocação de capital, indicada por 77,8%. Em seguida, aparecem business partnering e influência no negócio (59,9%), aplicação de inteligência artificial e automação em finanças (55%), planejamento e análise financeira-FP&A (52,5%), gestão de pessoas e desenvolvimento do time (50,8%) e gestão de riscos e controles internos (42,6%). Análise de dados (25,6%) e relações com investidores (19%) foram as menos citadas.
A escassez das habilidades técnicas também chama a atenção. Foram mencionadas IA e machine learning aplicados à área financeira (52,1%), analytics (47,1%) e modelagem/cenários (44,2%). Já as principais barreiras para a transformação desta função estão na cultura organizacional avessa a mudanças (55,8%), no excesso de demandas operacionais (50,8%) e na falta de integração dos sistemas (49,6%).
Da gestão de resultado à estratégia econômica
Para Artur de Castro, managing partner da Evermonte, os dados evidenciam o movimento em curso. “O CFO deixa de ser um gestor de resultados e se torna um arquiteto de decisões com impacto estratégico”, afirma o economista. “Há uma mudança clara em direção a um perfil mais analítico, integrado ao negócio e com domínio de tecnologias emergentes”. Para o executivo, esse novo CFO precisa ser capaz de liderar transformações com visão sistêmica e conectada à criação de valor sustentável.
Segundo o relatório, os temas que vão dominar a agenda da liderança financeira incluem a definição de estratégia, citada por 80,2% dos respondentes, a busca por eficiência por meio da reestruturação de custos (71,9%) e o protagonismo na condução de processos de transformação (52,1%). A pesquisa também aponta que 87,2% dos CFOs no Brasil são homens e que 67,7% têm entre 41 e 55 anos de idade. Vale ressaltar que o levantamento foi feito em setembro de 2025 e que a maior parte dos respondentes está concentrada nas regiões Sudeste (45,8%) e Sul (40,2%).







