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IA, saúde mental e mudanças culturais: tendências que devem pautar o RH em 2026

CEO da Vidalink analisa temas que já estão impactando a produtividade, retenção e competitividade dentro das organizações.

Por Redação
7 jan 2026, 15h30 •
Portas de abertura multicoloridas simbolizando o conceito de escolha.
 (Eoneren/Getty Images)
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  • 2026 chegou acompanhado de uma redefinição do papel do RH: inteligência artificial, pressões regulatórias, saúde mental e mudanças culturais não são mais previsões distantes, e sim temas que já estão impactando a produtividade, retenção e competitividade dentro das organizações. É o que diz a Vidalink, empresa de planos de bem-estar corporativo.

    “O RH deixou de ser uma área de suporte para se tornar um pilar estratégico de qualquer negócio. A empresa que não se adaptar à inteligência artificial, à nova legislação de riscos psicossociais e às mudanças de comportamento das pessoas vai perder talentos, eficiência e capacidade de inovação”, afirma Luis Gonzalez, CEO e cofundador da companhia.

     

    A seguir, listamos seis tendências que, de acordo com análise da Vidalink, devem orientar o RH em 2026:

    1. Revolução da IA

    A pesquisa “Top HR Trends and CHRO Priorities for 2026”, do Gartner, já alertou: nos próximos dois anos, as lideranças de RH deverão atuar de modo ainda mais estratégico, com foco em tecnologia e adaptabilidade. E a evolução da inteligência artificial será uma peça central da estratégia de pessoas, diz Gonzalez. “A automação dá lugar a um modelo no qual a área opera como um ecossistema digital”.

    O Gartner também estima que a integração da IA ao fluxo de trabalho do RH pode elevar a produtividade em até 29%. A combinação libera os profissionais para atuar no redesenho de rituais, funções e processos de tomada de decisão.

    “A IA não substitui o RH. Ela expande sua capacidade de impacto”, explica o CEO. “Já estamos evidenciando um cenário em que a IA assume tarefas de suporte, enquanto o RH redesenha processos, integra capacidades humanas e tecnológicas e atua como orquestrador desse trabalho híbrido. As empresas que avançarem nessa integração ganharão velocidade e precisão na gestão de talentos”.

    2. Saúde mental é obrigação legal

    A atualização da NR-1, que exige o mapeamento e o gerenciamento dos riscos psicossociais, transforma a saúde mental em item de conformidade. A atuação do RH não pode mais se limitar a remediar um burnout. É necessário investir maciçamente em:

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    • Avaliação de riscos psicossociais: a área precisa mapear ativamente fatores de estresse e sobrecarga dentro da empresa, como a qualidade das lideranças, as demandas do trabalho e as jornadas exaustivas;
    • Gerenciamento de riscos: é mandatório criar medidas de neutralização. Isso envolve desde o redesenho de funções e a capacitação de líderes em gestão de estresse até a oferta de robustos pacotes de benefícios voltados ao bem-estar;
    • Fortalecimento de benefícios: soluções de suporte, como plataformas de terapia, tornam-se essenciais. Elas garantem que o colaborador acesse ferramentas para gerenciar o risco e mantenha a continuidade do tratamento.

    “Cuidar da saúde mental deixa de ser apenas uma decisão ética e se torna uma exigência regulatória com impacto financeiro direto”, afirma Gonzalez.

    3. People Analytics para decisões preditivas

    O especialista destaca a importância de ferramentas que conectam dados de saúde, comportamento e produtividade, como análises capazes de estimar economia com internações, afastamentos e sinistralidade. Antes isoladas, essas informações devem ser correlacionadas pelo profissional de RH para mensurar o impacto financeiro das decisões e prever riscos antes que eles se consolidem.

    “Isso permite ao RH prever turnover, justificar investimentos em bem-estar e, principalmente, criar trilhas de desenvolvimento ou pacotes de benefícios que realmente funcionam para perfis específicos de colaboradores, dentro de uma visão holística”, explica.

    4. Pertencimento como foco da DEI

    As iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão devem deixar de focar apenas em números e priorizar pertencimento. Contratar por contratar não é mais o bastante: é fundamental assegurar que grupos minorizados recebam o suporte de que necessitam para prosperar.

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    Dados do Check-up de Bem-Estar 2025, estudo de bem-estar corporativo conduzido pela Vidalink, indicam que sete em cada 10 mulheres sentem ansiedade ou angústia frequente. E 36% das pessoas pretas e pardas não adotam práticas de autocuidado em saúde mental.

    Gonzalez recomenda que o RH invista em benefícios customizados e ações reais de acolhimento: planos de medicamentos específicos para a saúde da mulher, plataformas de terapia com profissionais de perfis diversos e uma cultura de pertencimento que integre políticas de equidade, como licenças parentais equitativas para todas as famílias, LGBTQIA+ e adotivas, ele exemplifica.

    5. Requalificação acelerada

    Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2030, 59% da força de trabalho global precisará de requalificação. No caso do RH, competências técnicas, como análise de dados e IA, e habilidades socioemocionais, como adaptabilidade e liderança, devem ser prioridade. Ampliar trilhas contínuas de aprendizado e incentivar a autonomia do colaborador na própria evolução serão tendência, aponta a Vidalink.

    6. Bem-estar digital fortalecido

    Apesar de essencial, a tecnologia também pode ser fonte de risco psicossocial. Para prevenir a sobrecarga e o esgotamento causados pela conexão constante, o bem-estar digital será um tema em alta.

    Com a linha entre trabalho e vida pessoal cada vez mais tênue, Gonzalez sugere que o RH apoie os colaboradores diante desses novos desafios “para criar barreiras ativas contra o burnout tecnológico”.

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    Políticas formais de desconexão, redução de reuniões síncronas e adoção de comunicação assíncrona, e benefícios que incentivam práticas offline e de descompressão são algumas das frentes que devem crescer em 2026.

    O RH preparado é estratégico, regulatório e humano

    Para o CEO da Vidalink, há um ponto comum e evidente entre todas as tendências: sem estratégia de cuidado, não existe estratégia de negócios.

    “As empresas que conseguirem conectar tecnologia, saúde mental, bem-estar e decisão orientada a dados vão reduzir custos, reter talentos e criar ambientes onde as pessoas realmente prosperam. O futuro do trabalho não será só digital. Ele será profundamente humano”, prevê Luis Gonzalez.

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