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70% das mulheres relatam queda de produtividade durante o período menstrual

Uma solução é integrar ciclos hormonais à eficiência, cultura e resultado, e questionar a ideia de performance constante no ambiente de trabalho.

Por Izabel Duva Rapoport 30 mar 2026, 15h38 • Atualizado em 31 mar 2026, 10h05
Um relógio cor de rosa ao lado de um ícone 3D de um balão de fala, ambos em uma superfície rosa claro.
 (Mohamad Faizal Bin Ramli/Getty Images)
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  • A AD Digital, especializada em soluções em vídeo, acaba de lançar o Ciclo de Cuidado, um programa que incorpora os ciclos hormonais femininos como parte da lógica de produtividade dentro das organizações. A ideia é propor um novo olhar sobre eficiência no ambiente corporativo e desafiar o modelo linear de trabalho, considerando dados recentes.

    Segundo a empresa, cerca de 70% das mulheres relatam queda de desempenho durante o período menstrual, enquanto aproximadamente 80% dizem não receber suporte adequado das organizações para lidar com questões relacionadas ao ciclo. De acordo com Daniela Souza, CEO da AD Digital, o tema ainda é visto como tabu em muitos escritórios, mas começa a ganhar relevância diante da agenda de eficiência e bem-estar.

    “Durante muito tempo, a produtividade foi tratada como sinônimo de constância, mas isso ignora a forma como o corpo feminino realmente funciona”, pontua a executiva. “Quando as empresas passam a reconhecer os ciclos como parte da equação, elas não estão flexibilizando a performance: estão se tornando mais inteligente, sustentável e alinhada com a realidade das pessoas”.

    Mudança de abordagem

    Entre os objetivos está a abertura de espaço para discutir como os fatores biológicos impactam diretamente na energia, foco, criatividade e tomada de decisão, trazendo implicações relevantes para gestão de pessoas, cultura organizacional e resultados de negócio.

    “O Ciclo de Cuidado parte de um princípio simples: o corpo feminino passa por diferentes fases ao longo do mês, cada uma com características específicas”, diz ela em referência às semanas de maior vitalidade, introspecção e clareza analítica, que se alternam. “Ainda assim, o ambiente corporativo segue exigindo constância absoluta”, reforça.

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    Essa desconexão, para a especialista, pode levar a efeitos conhecidos (mas pouco discutidos) nas empresas: exaustão, culpa e sensação de inadequação. “A proposta é sair da tentativa de padronização e avançar para uma gestão mais inteligente da energia, alinhando expectativas, entregas e contexto.”

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    Uma provocação para líderes

    Estruturado como um programa contínuo na AD Digital, a iniciativa oferece encontros, conteúdos e práticas voltadas ao autoconhecimento e à construção de uma relação mais sustentável com o trabalho. Ao mesmo tempo, Daniela diz que levanta uma provocação para lideranças e áreas de RH: “como adaptar modelos de gestão para uma força de trabalho diversa, sem abrir mão de eficiência?”

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    Segundo ela, em um cenário dominado por automação, inteligência artificial e alta cobrança por resultados, cresce também a necessidade de revisitar modelos de trabalho sob uma ótica mais humana e estratégica. “Quando falamos de inovação humana, estamos falando de reconhecer a complexidade das pessoas”, diz a CEO, direcionada a trazer mais inteligência para a maneira do mercado lidar com a performance das mulheres.

    “Empresas podem inovar não apenas em tecnologia, mas na forma como estruturam suas relações e expectativas”, afirma, sem deixar de lançar uma questão reflexiva aos líderes: “considerar a não-linearidade humana – especialmente a feminina – é uma agenda de inclusão ou uma decisão estratégica de negócio?”

     

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