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90% dos CFOs na Holanda já se apoiam em IA para tomar decisões

Ao mesmo tempo, consideram reduzir a força de trabalho, reforçando o conceito de foco estratégico comum na Europa: “fazer mais com menos”.

Por Izabel Duva Rapoport 14 abr 2026, 16h16
Uma mão robótica manuseando teclado.
 (AndreyPopov/Getty Images)
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Na Holanda, 90% dos executivos que ocupam o cargo de CFO se apoiam em inteligência artificial generativa em até 25% das decisões estratégicas que tomam. A pesquisa, feita pela Deloitte, revela ainda que mais de um terço deles acredita que esse uso seja maior, excedendo a metade das definições de rumo, dentro de cinco anos.

Além disso, 70% dos entrevistados esperam um aumento na receita em 2026, ao mesmo tempo em que consideram reduzir a força de trabalho de suas organizações. A justificativa para esse crescimento de caixa, segundo o levantamento, seria impulsionada pela digitalização, automação e estratégias de precificação. “Muitas empresas europeias têm um foco estratégico em ‘fazer mais com menos’”, sublinha o estudo.

Por outro lado, os CFOs ponderam que, para acompanhar suas expectativas, os orçamentos das empresas destinados à IA generativa para o setor financeiro precisam ser acelerados. Nesse contexto, o estudo indica que mais de 80% das organizações pretendem gastar menos de um quarto da verba de tecnologia em um futuro próximo.

Para o especialista Alysson Guimarães, CEO da LeverPro, o diagnóstico da Deloitte sinaliza um cenário desafiador para os executivos de finanças, que, segundo ele, enfrentam uma contradição: ao mesmo tempo em que a IA se consolida como aliada, os investimentos ainda não acompanham o valor que ela é capaz de gerar.

Expectativas versus investimentos

“Há um otimismo entre os CFOs em relação ao crescimento das receitas proporcionado pelas inovações tecnológicas; mas há também uma boa dose de cautela, na medida que veem suas organizações pouco expandindo a fatia de gastos para investimentos em tecnologias”, avalia. “Como diz o estudo, a IA [na gestão financeira] veio para ficar, mas os orçamentos ainda não acompanham as expectativas”.

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As prioridades da liderança em 2026, segundo a Robert Half

Uma constatação da pesquisa ilustra essa ambiguidade: 80% dos entrevistados relatam que a influência do CFO no conselho de administração de suas empresas aumentou; porém, a escassez de habilidades em dados, digitalização e IA tem representado uma barreira à transformação. 

O estudo informa também que companhias focadas em serviços e tecnologia estão em condições mais favoráveis para ampliar o faturamento por meio da adoção de IA e de ganhos de produtividade com automação. “Em contrapartida, empresas manufatureiras lidam com perspectivas de receita mais fracas e podem reduzir o quadro de funcionários para se concentrarem na estabilização das operações”, observa o CEO da LeverPro.

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Sobre as prioridades dos diretores financeiros para 2026, a pesquisa aponta crescimento orgânico (26%), redução de custos (20%), diminuição de despesas operacionais (12%), expansão para novos mercados (11%), aquisições (10%) e lançamentos de produtos (10%).

“Em síntese, o estudo da Deloitte nos comunica que, para os CFOs, as demandas em suas organizações e tarefas estão claras: alinhar talentos, precificação e decisões de investimento com a dinâmica do setor em que atuam e com o prazo que a empresa almeja obter retorno”, conclui Alysson.

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