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Arquitetura de dados e comando estratégico: o novo papel das lideranças

Próximo ciclo competitivo não será definido por quem adota mais ferramentas, mas por quem une tecnologia, regulação e estratégia sob uma mesma lógica decisória

Por Marcelo Kotaki, CIO do Grupo Multilixo 16 mar 2026, 18h00
Imagem digital gerada de um jovem em um espaço negro vazio com piso semirrefletivo, cercado por telas de dados multicoloridas e semitransparentes.
 (Andriy Onufriyenko/Getty Images)
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Recentemente, o LinkedIn divulgou as habilidades que mais cresceram em 2026 na área de Tecnologia da Informação. Mais do que uma lista, o levantamento sinaliza uma mudança concreta na forma como as organizações estruturam decisão e governança. Competências como integração entre sistemas, Large Language Models (LLMs), inteligência artificial e ações preventivas pertencem a frentes distintas, mas convergem em um mesmo eixo: a capacidade de estruturar informação e sustentar decisões consistentes em escala.

A prioridade já não está na ferramenta em si, mas na forma como os sistemas são estruturados e conectados à estratégia e, principalmente, como englobam pessoas e processos. Quando integração de sistemas, inteligência artificial e ferramentas estruturantes de dados assumem protagonismo global, a leitura é direta: a tecnologia passou a ocupar o núcleo estratégico das decisões executivas.

Se o levantamento do LinkedIn aponta para o crescimento de competências analíticas, o movimento encontra respaldo em análises mais amplas sobre maturidade organizacional. O Future of Jobs Report, do World Economic Forum, destaca pensamento analítico, leitura de dados e compreensão tecnológica como competências centrais para as lideranças até 2030. Além disso, estudos recentes da McKinsey & Company reforçam a mesma direção: empresas que estruturam decisões sobre arquiteturas integradas de dados apresentam desempenho superior e maior consistência estratégica.

A convergência entre esses estudos não é circunstancial. Organizações competitivas não operam com tecnologia como recurso acessório. Elas operam com infraestrutura de informação estruturada, capaz de integrar sistemas críticos, consolidar dados e oferecer base consistente para decisões executivas. Nesse contexto, a tecnologia compõe a espinha dorsal da governança.

O impacto em setores complexos e regulados

Se a tecnologia ocupa o núcleo das decisões executivas, o impacto se torna mais evidente em ambientes onde variabilidade e exigência convivem diariamente. Setores regulados não operam com margem para improviso. Cada atualização normativa, cada auditoria, cada exigência contratual introduz novas camadas de informação que precisam ser absorvidas sem comprometer a coerência do sistema. Nesses contextos, maturidade digital não é sinônimo de digitalização. Ela se manifesta na capacidade estrutural de incorporar complexidade ao próprio desenho operacional.

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É aqui que o conceito de antifragilidade oferece uma leitura mais sofisticada. Sistemas antifrágeis não apenas suportam variações, como também utilizam a variabilidade para ampliar sua inteligência interna. Quando os dados estão integrados, os fluxos são rastreáveis e a governança é sustentada por evidência, novas exigências deixam de ser tensão e passam a ser insumo estruturado.

Nesse ambiente, a tecnologia define os mecanismos pelos quais a organização aprende com a variabilidade, ajusta processos e sustenta expansão com coerência.

Critério de maturidade

Se a tecnologia estrutura a capacidade de aprendizado e adaptação organizacional, o dado divulgado recentemente pelo LinkedIn deixa de ser apenas informativo e passa a ser provocativo. Ele não aponta apenas para novas competências. Na verdade, expõe um critério de maturidade.

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Para a liderança executiva, a reflexão é objetiva: a arquitetura de dados está desenhada para sustentar decisões estratégicas? Existe integração real entre operação, regulação e resultado? A evidência analítica participa da formulação da estratégia ou entra apenas na etapa de reporte? A organização transforma variabilidade em inteligência sistêmica?

O mercado está sinalizando que as organizações mais resilientes são aquelas que transformam informação em ativo estruturado para decidir melhor. O próximo ciclo competitivo não será definido por quem adota mais ferramentas, mas por quem redesenha sua arquitetura organizacional para integrar tecnologia, regulação e estratégia sob uma mesma lógica decisória.

*Marcelo Kotaki é CIO do Grupo Multilixo, ecossistema de soluções em gestão de resíduos e economia circular.

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