Aniversário da Abril: Você RH por apenas 9,90

Guia em 5 passos para fazer uma entrevista de desligamento com valor

A forma como a empresa escuta quem está saindo pode ser uma das fontes mais ricas de diagnóstico organizacional.

Por Izabel Duva Rapoport 1 abr 2026, 15h15 • Atualizado em 1 abr 2026, 15h25
Cadeiras de escritório em preto e branco ficam umas contra as outras no piso abstrato de azulejos pretos e brancos
 (sankai/Getty Images)
Continua após publicidade
  • A entrevista de desligamento, muitas vezes, ainda é tratada como um rito de passagem burocrático: um formulário a ser preenchido, uma conversa protocolar, o último “checklist” antes de encerrar o vínculo. No entanto, segundo especialistas, essa tarefa frequentemente subestimada pode ser uma das fontes mais ricas de diagnóstico organizacional.

    Mais do que finalizar ciclos com elegância, entrevistas de desligamento bem conduzidas têm o potencial de revelar padrões, expor fragilidades culturais e antecipar problemas que ainda não apareceram nos indicadores formais.

    A seguir, confira 5 passos fundamentais de acordo com Jacqueline Brizida, mentora e aceleradora de carreiras da BrizidaHR, para transformar esse momento em um instrumento de aprendizado, evitando erros comuns e estruturando um processo que gera valor para a empresa.

    1. Decida se você quer dado ou conforto: O primeiro passo é decidir se sua empresa quer dados e feedback para realmente melhorar ou apenas parecer um lugar mais humano por ter um momento formal de escuta para quem sai. A maioria das empresas diz que quer feedback honesto, mas conduz o processo de um jeito que inibe qualquer honestidade. Por isso, antes de marcar a conversa, defina internamente: o objetivo é aprender ou é encerrar bem? As duas coisas juntas raramente funcionam ou resultam em melhorias concretas.
    2. Quem conduz importa mais do que o roteiro: Se a pessoa que entrevista é a mesma que avaliava o funcionário, ou tem relação direta com o motivo da saída, o silêncio do colaborador está garantido. O ideal é que seja feita por alguém de RH que não estava no dia a dia daquele time – em caso de empresas menores, considerar um canal anônimo como alternativa pode ser mais eficaz para um feedback mais fidedigno.
    3. Perguntas abertas, sem agenda: Use perguntas abertas, sem intenções específicas pré-definidas e que já carregam a resposta que você quer ouvir. Prefira questionamentos como: “como você descreveria sua experiência aqui?” ou “tem algo que você nunca conseguiu falar durante o tempo que ficou?”. O silêncio depois de uma boa pergunta também é um dado importantíssimo.
    4. O que fazer com o que ouviu: Se o feedback não tem destino, não vira análise e não alimenta decisão nenhuma, a entrevista pode parecer um mero teatro e perde credibilidade. Defina antes quem vai receber essas informações, em que formato e com que frequência. Caso contrário, é mais honesto não fazer.
    5. Lembre que o colaborador que saiu continua existindo: Quem está saindo se torna candidato de novo, e também se torna cliente. Essa pessoa também pode falar com outros talentos que você quer contratar. A entrevista de desligamento não é o fim da relação, mas sim como ela vai ser lembrada. Conduzir bem não é gentileza: isso tem impacto direto na sua reputação de longo prazo.

    10 motivos de demissão

    Dica extra: crie um ritual, não uma planilha: Guardar respostas numa pasta não é o mesmo que usar. O que funciona é transformar esses dados num momento recorrente de leitura, que pode ser trimestral, semestral, o que funcionar melhor na rotina da empresa. Nesses momentos, reúna o RH e as lideranças e faça perguntas simples: “o que apareceu de novo? o que continua aparecendo?”. Lembre-se: o que se repete é o que mais importa. Uma saída isolada pode ser coincidência. Três saídas com o mesmo motivo é cultura.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Gestores preparados vencem!
    Por um valor simbólico , você garante acesso premium da Você RH Digital à informação que forma líderes de verdade.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Você RH impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 12,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).