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59% dos jovens avaliam o mercado de trabalho como pouco ou nada favorável, diz pesquisa

Entre as principais barreiras apontadas pela Geração Z, estão os baixos salários, a exigência de experiência prévia, a alta concorrência e a falta de contatos.

Por Redação 28 abr 2026, 13h20
Fotografia de pinos dispostos em superfície azul.
 (Wong Yu Liang/Getty Images)
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Para 52% dos jovens da Geração Z brasileira, a estabilidade financeira é o principal objetivo para os próximos dez anos, e o trabalho é visto como meio de ascensão por 34%. Ao mesmo tempo, 59% consideram o mercado atual como desfavorável e muito fechado. Foi o que constatou a pesquisa “Gen Z: os novos autores da cultura”, realizada pela MindMiners, plataforma que oferece solução de consumer insights.

Entre as principais barreiras apontadas estão os baixos salários (48%), a exigência de experiência prévia (39%), a alta concorrência (35%) e a falta de contatos (32%). “A Gen Z entra no mercado em um momento mais desafiador, com menor previsibilidade de renda e maior competição por vagas, o que impacta diretamente a confiança no futuro profissional”, afirma Rosana Camilotti, diretora de Excelência do Cliente e Expansão da MindMiners.

Apesar das adversidades, os jovens seguem apostando na educação como meio principal para o desenvolvimento, com 80% considerando essencial investir nos estudos para garantir um bom futuro profissional. Para 70% deles, a maior motivação para estudar é o crescimento pessoal, enquanto para 63% é alcançar uma renda melhor ou melhores oportunidades de trabalho.

Porém, a percepção é de que o esforço nem sempre tem o retorno proporcional. “Existe uma sensação de desalinhamento entre o que o mercado exige e o que ele oferece. Mesmo com qualificação, muitos jovens encontram dificuldade para acessar boas oportunidades”, diz Rosana . “A educação continua sendo vista como o principal caminho, mas há dúvidas sobre o quanto ela, sozinha, é suficiente.”

Esse contexto impacta diretamente os planos de vida: embora a maioria ainda deseje conquistar marcos tradicionais, como casa própria e independência financeira, esses objetivos vêm sendo adiados e 52% dos jovens ainda vivem com os pais atualmente.

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Maioria da Geração Z é contra o trabalho 100% remoto

Empreender ou não empreender, eis a questão

Com o foco direcionado à segurança e previsibilidade, o dinheiro ganha um papel central na redução de incertezas e garantia de autonomia. Para 41% dos entrevistados, o segmento de tecnologia é visto como a maior oportunidade do momento, enquanto 28% desejam trabalhar com economia criativa, vislumbrando chances em games, conteúdo e design.

Há ainda uma parcela (39%) que considera abrir o próprio negócio. Contudo, a busca por estabilidade financeira pesa mais que a vontade de empreender e, ainda que o sonho seja ser dono do próprio nariz, a falta de renda fixa causa receios.

“Não se trata de falta de ambição, mas de uma geração mais pragmática, que entende os limites do cenário atual”, conclui Rosana Camilotti. “Para a Gen Z, sucesso não é ostentação, mas sim atingir a estabilidade emocional através da segurança financeira. Eles querem crescer, e continuam acreditando na educação como base, mas precisam enxergar caminhos mais concretos para transformar esse esforço em estabilidade.”

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