76% dos profissionais avaliam práticas de D&I na empresa antes de aceitar uma vaga
Políticas de diversidade e inclusão se tornam estratégias para atrair talentos, fortalecer o employer branding e melhorar a reputação no mercado.
O investimento em políticas de diversidade e inclusão nas empresas deixou de ser apenas uma atitude de viés social. Hoje, a prática já pode ser considerada fundamental nos planos estratégicos das organizações. E não só na esfera do negócio, mas também na atração de talentos, na retenção e engajamento dos colaboradores e na reputação da marca empregadora.
Segundo pesquisa realizada pela plataforma global Glassdoor, 76% dos profissionais avaliam atualmente o compromisso das empresas com a pauta de D&I antes de aceitar uma oferta ou até mesmo se candidatar a uma vaga de emprego. Um outro levantamento, feito da Deloitte, mostra que equipes verdadeiramente diversas tendem a apresentar 25% menos rotatividade, reduzindo os gastos com contratações. Os dados, de acordo com Flávia Mentone, especialista em D&I, impactam no employer branding e no reconhecimento desssa companhias diante do mercado.
Ela explica que, por definição, o employer branding é uma estratégia de marketing para gerar uma imagem positiva sobre a marca. Porém, caminha lado a lado com os processos de recrutamento e seleção. “O employer branding reflete diretamente na percepção do público interno e externo sobre as ações, reputação e qualidade do trabalho em determinada empresa”. Nesse sentido, segundo Flávia, as práticas de diversidade e inclusão atuam como pontos fundamentais para mudar ou melhorar a percepção pública, pois as políticas:
- Mostram uma responsabilidade real das empresas e não apenas um discurso vazio: quando a organização investe em inclusão de verdade, como processos acessíveis, liderança diversa, políticas claras e métricas bem definidas, fica evidente para o mercado que a prática está enraizada na cultura da empresa.
- Aumentam a identificação do público: as marcas ganham ainda mais força quando há representatividade. Isso gera aproximação, referência e mais confiança, tanto para o público interno quanto para os consumidores, fornecedores e demais grupos externos.
- Geram inovação: times diversos entregam soluções amplas, apontando perspectivas diferentes e únicas. As organizações que inovam viram referência e destaque no mercado.
- Protegem a imagem da empresa em momentos de crise: companhias com um histórico consistente de inclusão possuem mais credibilidade para atravessar crises e, ainda assim, manter sua boa reputação, pois o público se torna mais tolerante e receptivo, mesmo em momentos de correção de rota.
- Conectam a marca às agendas ESG: investidores e consumidores valorizam cada vez mais as empresas que estão comprometidas com impacto social – e as práticas de D&I formam um pilar decisivo para relacionamento, parcerias e desenvolvimento dos negócios.
Flávia reforça ainda que essas políticas, quando consistentes, agregam valor, tornando-se um diferencial competitivo na hora de chamar a atenção de pessoas qualificadas. “Vale a pena investir em diversidade, equidade, inclusão e pertencimento a longo prazo, pois os candidatos não querem mais apenas uma boa remuneração ou benefícios interessantes”, conta a especialista. “O ambiente de trabalho se tornou, hoje, um dos requisitos essenciais para a permanência de bons profissionais e atração de novos talentos”.





