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A psicologia positiva como estratégia para o engajamento e o bem-estar

Abordagem reforça uma cultura em que ninguém é “melhor ou pior”, apenas possui talentos diferentes. Em outras palavras: todos são importantes e sabem disso.

Por Izabel Duva Rapoport
11 dez 2025, 20h23 •
Quatro miniaturas de rostos com sorrisos alinhadas acima da silhueta de papel de uma pessoa.
 (Freepik/Reprodução)
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  • Identificar e valorizar as forças e virtudes individuais de cada colaborador. Em essência, esta é a base da psicologia positiva aplicada de forma estratégica dentro das empresas. “Isso permite que as pessoas atuem onde têm mais potencial e afinidade, em atividades que dialogam com sua identidade e despertam senso de propósito”, explica Bruna Sabóia, consultora de estratégia e posicionamento de sustentabilidade.

    “Quando alguém se reconhece no que faz e percebe que sua contribuição está sendo usada da melhor forma, o engajamento acontece de maneira natural”. Além disso, segundo ela, a abordagem prática reforça uma cultura em que ninguém é “melhor ou pior”, apenas possui talentos diferentes, criando um ambiente mais saudável, motivador e colaborativo.

    Do ponto de vista científico, apontado pela psicóloga e hipnoterapeuta, Brunna Dolgosky, o conceito é poderoso porque trabalha exatamente no lugar em que o cérebro humano se transforma: na percepção de valor. “O colaborador que se sente visto, reconhecido e pertencente libera mais dopamina, ocitocina e serotonina, que são neurotransmissores diretamente ligados à motivação, ao vínculo e ao senso de propósito”. A especialista diz ainda que, quando a empresa cria um ambiente onde o profissional sente que merece prosperar e ser reconhecido, e que sua presença importa, ele ativa circuitos neurológicos que fortalecem a constância, o foco e o engajamento. “Na hipnose clínica observamos que a mente responde muito mais ao estímulo de merecimento do que à cobrança”, revela.

    Outra perspectiva é a maneira como o colaborador atua no dia a dia. “O engajado não é aquele que trabalha por medo, e sim o que acredita que está em um lugar onde seu potencial é legitimado”, afirma Brunna, que indica à liderança promover conversas apreciativas, reforçar talentos e orientar a atenção para recursos internos, pois, assim, a gestão reprograma padrões mentais que reduzem a sensação de ameaça e ampliam a capacidade de contribuição. “A psicologia positiva, aplicada de forma séria e científica, transforma o clima emocional e cria equipes que querem fazer parte, não que apenas cumprem tarefas”.

    O bem-estar como cultura e não como benefício

    Para transformar a política de bem-estar em ações práticas, usando o conceito da psicologia positiva, as organizações podem, por exemplo, trabalhar com feedbacks focados na potência dos profissionais, programas de crescimento pessoal e iniciativas que reforçam senso de pertencimento e significado. “Assim, o bem-estar deixa de ser apenas benefício e passa a ser parte da cultura”, comenta a consultora Bruna. A ideia, segundo ela, é sempre valorizar a força individual, promover emoções positivas e construir relações de confiança. “Ao incorporar estes princípios, a empresa passa a criar ambientes onde os colaboradores se sentem reconhecidos pelo que fazem bem, têm autonomia para desenvolver seus talentos e encontram propósito no trabalho”.

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    Na visão da psicóloga, as políticas de bem-estar se tornam mais eficazes quando são construídas a partir da compreensão de como o cérebro interpreta segurança, pertencimento e recompensa – e a psicologia positiva, de acordo com ela, oferece exatamente essa lente. “Quando uma empresa cria ações que validam a experiência humana do colaborador e lembram que cada pessoa merece cuidado, descanso e saúde mental, ela fortalece regiões cerebrais relacionadas à regulação emocional e à resiliência”, explica, reforçando que esses tipos de programas não se limitam a benefícios ou atividades pontuais.

    Para ela, estas ações criam narrativas internas onde o colaborador percebe que merece ser apoiado e valorizado e que suas necessidades emocionais são legítimas, reduzindo o cortisol crônico e aumentando a sensação de vitalidade. “Quando a empresa comunica de forma consistente que cada pessoa é importante, ela cria uma cultura onde o bem-estar deixa de ser um slogan e se torna uma experiência real”.

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