Dia das Mães: Você RH em casa por 9,90

Boas práticas para melhorar o controle de jornada home office

Excesso de improviso, falta de clareza e autonomia mal interpretada estão por trás dos principais desafios do regime remoto. Entenda.

Por Izabel Duva Rapoport 20 abr 2026, 14h00
Um notebook sobre uma mesa com copos sobrepostos.
 (Vincent Ghilione/Unsplash)
Continua após publicidade

Hoje, o controle de jornada de trabalho é tema de gestão. Mas nem sempre foi assim. Até o home office se tornar hábito, ele foi tratado como uma obrigação do campo operacional. Ou seja, se antes bastava o colaborador registrar suas horas, agora o dever é equilibrar autonomia e consistência ao longo do expediente.

“O maior desafio hoje não é tecnologia, é clareza”, diz Marcos Freitas, CEO e fundador da Seja AP. Para ele, grande parte das empresas ainda não tem diretrizes bem definidas no regime remoto. “Falta alinhamento sobre horários, disponibilidade, entregas e responsabilidades. Sem essa estrutura, a flexibilidade começa a gerar desorganização”.

Aliás, confundir autonomia com ausência de regra é um dos erros comuns dessa prática. “Na tentativa de não parecer controladora, a empresa abre mão de direcionamento. E o resultado é previsível: cada pessoa trabalha de um jeito. Os ritmos não se conectam e a operação perde consistência”, explica. Ele destaca ainda que autonomia também não é liberdade sem critério. “É clareza suficiente para que cada profissional execute bem, sem depender de cobrança constante”. Isso, segundo Marcos, só é possível quando há gestão eficiente por trás.

Modelo de trabalho não cria o problema, mas expõe

Na visão do especialista, empresas que já tinham políticas internas e disciplina antes da adoção do home office conseguem se adaptar mais rápido e operar melhor. Caso contrário, acabam sentindo o impacto da prática na produtividade e no clima. “Para o remoto funcionar de forma consistente, as organizações precisam sair do improviso e tratar a jornada como um processo”, recomenda. “E isso não se ajusta sozinho: precisa ser desenhado, comunicado e acompanhado”. A seguir, o CEO da Seja AP compartilha três práticas que fazem a diferença para um bom controle de jornada:

1.Definir regras claras de funcionamento: Não se trata de engessar o trabalho, mas de criar previsibilidade. Estabelecer janelas mínimas de disponibilidade, acordos de resposta e horários-base evitam ruídos e melhoram a integração entre áreas. Hoje, um dos maiores problemas do remoto não é falta de entrega, é desencontro, com pessoas disponíveis em horários completamente diferentes, decisões que demoram mais do que deveriam e equipes que perdem ritmo.

Continua após a publicidade

 

Um guia de boas práticas para reuniões online

2.Conectar jornada com entrega, e não só com presença: Controle de jornada sem clareza de resultado vira apenas um registro de horas. E o “ponto batido”, por si só, não garante performance. A empresa precisa deixar explícito o que é esperado de cada função: metas semanais, indicadores simples e prioridades bem definidas. Quando a entrega está clara, o tempo ganha direção. Sem isso, o colaborador pode estar disponível o dia inteiro e, ainda assim, não gerar valor. Aqui, vale lembrar sempre: gestão eficiente não mede esforço, mede resultado.

3.Criar rituais de acompanhamento consistentes: O maior erro é deixar para olhar a performance no fim do mês. Quando isso acontece, o problema já cresceu. Reuniões curtas, acompanhamento semanal e indicadores básicos já resolvem grande parte dos desvios. Gestão é rotina (não é evento) e, no remoto, ela precisa ser ainda mais disciplinada. Sem acompanhamento, o controle vira ilusão, mas, com isso em dia, ele vira direcionamento. No fim, o home office não fragiliza a gestão, ele expõe a falta dela.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Gestores preparados vencem!
Por um valor simbólico , você garante acesso premium da Você RH Digital à informação que forma líderes de verdade.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Você RH impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).