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Empresas passam a oferecer licença-paternidade de até seis meses

Desafio é incentivar a utilização do benefício, já que muitos temem perder oportunidades na carreira ou desconhecem a importância da igualdade parental

Por Caroline Marino Atualizado em 4 ago 2022, 17h29 - Publicado em 5 ago 2022, 08h14
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s últimos anos têm sido marcados por mudanças sociais significativas. Os movimentos pró-equidade ganham força, assim como as novas configurações de família, o que influencia diretamente nas pautas e decisões das companhias. Além do desejo dos homens de passar mais tempo com seus filhos, fundos de investimentos bilionários já reestruturam suas governanças para investir, daqui por diante, em empresas que possuam planos e compromissos ESG, sigla em inglês para environmental, social and governance (ambiental, social e governança, em português). E o “S” engloba práticas de gestão voltadas para diversidade e inclusão. Segundo Rodolfo Canônico, especialista em políticas públicas e diretor executivo da ONG Family Talks, a oferta da licença-paternidade é essencial para criar mais condições para os homens se envolverem no cuidado dos filhos, e decisiva para alcançar a equidade de gênero. “A desigualdade começa neste ponto: a mulher fica até seis meses com a criança; e o homem, apenas de cinco a 20 dias, pela legislação atual”, diz.

Na prática, numa sociedade contemporânea, as empresas não podem mais pensar que só a mulher é responsável pelo cuidado dos filhos. “É preciso quebrar esse paradigma. Nas gerações mais antigas, a responsabilidade de cuidar das crianças era da mãe. Atualmente, o pai é mais participativo, independentemente da configuração familiar”, diz Rafael Souto, presidente da Produtive, consultoria de planejamento de carreira.

E os benefícios de uma agenda conectada ao mundo atual são muitos. Estudos do Boston Consulting Group (BCG) e da Ernst & Young mostram que em 70% das empresas que definiram licença parental, que proporciona às mães e pais um período de afastamento remunerado das atividades profissionais devido ao nascimento do filho ou à adoção, houve uma melhora no moral e no engajamento dos funcionários. Outro levantamento, do Peterson Institute for International Economics, aponta que contar com essa licença é mais efetivo para aumentar a participação das mulheres em cargos de chefia do que criar cotas para esse público (veja mais benefícios no quadro).

Onde trava

Um estudo feito pela Family Talks e 4daddy, com coordenação acadêmica de Camila Pires, Fabián Echegaray e Regina Madalozzo, com 490 empresas e 1.156 brasileiros, mostra que, segundo 59% dos profissionais, a rejeição da pauta de equidade de gênero muitas vezes não vem da empresa, e sim dos gestores. Dessa forma, para que a prática realmente funcione e seja usada, é essencial que as companhias eduquem, orientem e incentivem seus profissionais, começando pelos líderes, para sair do mundo da fantasia no qual apenas oferecer o benefício basta. Isso porque os funcionários temem ficar para trás e perder posição ao se afastar do trabalho. Medo, inclusive, com muito fundamento. “Sabemos que, hoje, muitas mulheres são penalizadas no mercado de trabalho pela decisão da maternidade. É o famoso caso da executiva que retorna da licença e logo depois é demitida”, diz Rodolfo.

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Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 81 (agosto/setembro) de VOCÊ RH. Clique aqui para se tornar nosso assinante

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