Intranet não é coisa do passado e está evoluindo, indica pesquisa
Trabalho híbrido e dispersão de canais de comunicação revitalizam o modelo, que cresce apoiado por inteligência artificial e analytics. Entenda.
O excesso de canais de comunicação, como WhatsApp, e-mails e plataformas diversas, e a adoção da jornada híbrida, remota e distribuída, trouxeram de volta as intranets, rede privada corporativa muito utilizada em décadas passadas. Sua versão antiga, porém, era simples e limitada, com foco apenas no compartilhamento de documentos e na comunicação unidirecional. Diferentemente de hoje, que estão mais robustas e modernas, com recursos colaborativos e redes sociais corporativas, e com uma presença já marcante.
Segundo o Relatório Workhub: Intranets no Brasil 2025, 70% dos profissionais utilizam regularmente as intranets. Para Andréa Migliori, CEO da Workhub Digital, seu retorno é fruto dessa necessidade de sistemas internos integradores, da dinâmica estratégica, eficiência operacional, relacionamento humano, comunicação e cultura corporativa. “Nesse contexto, as intranets estão evoluindo de simples murais informativos para se tornarem plataformas estratégicas de comunicação, engajamento e performance capazes de traduzir dados em decisões, e interações em pertencimento”.
A primeira versão do estudo também aponta o Índice de Engajamento Digital (IED), que chega a 51%, indicando essas plataformas como infraestrutura da cultura e da governança corporativa. Além disso, a pesquisa mostra que 93% das lideranças e 76% das equipes operacionais são ativas no sistema, sugerindo que o engajamento é transversal.
Transformação estrutural
Esses números, segundo a executiva, demonstram os acessos, mas, sobretudo, consciência coletiva e maturidade digital. “O dado de engajamento é o novo ativo competitivo das empresas, porque traduz o grau de conexão das pessoas com o negócio”, diz Andréa. “E quando sabemos ‘como, quando e por que’ as pessoas interagem, conseguimos antecipar gargalos, medir aderência e fortalecer a estratégia”. Para ela, a comunicação interna atual traduz engajamento em resultado, e cultura em performance mensurável. “Cada clique é um dado de cultura viva, e cada interação, um indicador de confiança”, acrescenta.
Para o relatório, foram analisadas 11 milhões de interações de 160 mil pessoas usuárias em 74 empresas de diferentes portes e segmentos entre abril e setembro deste ano – e os resultados, segundo os especialistas, revelam uma transformação estrutural: a comunicação interna passou de ferramenta de engajamento para indicador de performance e motor de produtividade.
Portais da próxima geração
Não por acaso, no ano que vem, a Workhub ampliará sua frente de inteligência artificial e analytics. A ideia, segundo a CEO, é criar sistemas capazes de antecipar demandas, automatizar comunicações e fornecer às lideranças um mapa vivo da cultura organizacional. “Sempre com governança e segurança de dados como pilares”, acrescenta.
Andréa explica ainda que, com o avanço dessa tecnologia, as intranets passam a operar como plataformas que aprendem com os comportamentos internos, preveem gargalos de comunicação e ajudam a transformar dados em decisões estratégicas. “A comunicação interna saiu do RH e chegou ao C-Level, e é aí que a IA corporativa vai trazer resultado”, ressalta ela, que atua para criar portais corporativos capazes de compreender o que move as pessoas dentro das empresas.
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