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Para 56% dos recrutadores, a IA é aliada, mas adoção da prática ainda é baixa

Apesar do entusiasmo, apenas 11% usam a tecnologia nos processos de contratação. E embora metade esteja testando ou estudando casos, 32% sequer planejam.

Por Izabel Duva Rapoport 14 nov 2025, 16h48 | Atualizado em 14 nov 2025, 16h50
Mão robótica apontando com o dedo indicador.
 (Freepik/Reprodução)
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Um estudo realizado pela SGF Global, em parceria com o LinkedIn, revela que mais da metade (56%) dos profissionais de atração de talentos e de RH no Brasil acredita que as ferramentas de contratação de Inteligência Artificial Generativa (IAG)  podem agilizar significativamente o recrutamento. No entanto, apesar do entusiasmo, a adesão ativa à IA ainda é baixa. Apenas 11% dos profissionais estão utilizando essa tecnologia em alguma etapa. Além disso, embora 26% estejam testando e outros 26% estudando casos, 32% ainda nem planejam utilizar.

Para Heliana Silva, country manager da SGF Global no Brasil, o levantamento posiciona a IA como um novo padrão para a atração de talentos, capaz de tornar o processo mais eficiente e facilitar a seleção baseada em competências. “Os dados confirmam que a tecnologia deixou de ser uma tendência para se consolidar como uma realidade que vem transformando o setor”, descreve a executiva. “E revelam um cenário de grande otimismo, mas também indicam uma lacuna significativa entre a crença no potencial da tecnologia e sua utilização prática”, completa.

Entre aqueles que já integraram ou experimentaram a IA, 89% relatam que ela ajudou a encontrar candidatos mais rapidamente e 82% afirmam que simplificou a seleção voltada às habilidades.

Em busca de eficiência, estratégia e ética

Um dos impactos mais notáveis da IA generativa é a aceleração da contratação baseada em competências. Segundo a especialista, as empresas estão priorizando a capacidade de adaptação, em vez de focar apenas em diplomas e experiência. No Brasil, 65% dos profissionais de atração de talentos têm dificuldade em encontrar candidatos com os requisitos técnicos adequados, mas 82% afirmam que a inteligência artificial facilitou essa busca.

O estudo conclui ainda que as organizações que realizam mais pesquisas a partir de habilidades têm 12% mais chances de fazer excelentes contratações. Para capitalizar essa mudança, Heliana indica padronizar entrevistas com protocolos estruturados que avaliem competências de forma objetiva. Além disso, vale refletir sobre as principais barreiras para a adoção da prática, de acordo com o estudo: preocupações com privacidade e segurança de dados (citadas por 37%), limitação orçamentária (36%) e incerteza sobre quais ferramentas usar (33%).

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“Ao buscarmos essa eficiência, é essencial priorizar a proteção das informações e assegurar que a implementação seja justa, transparente e capaz de aprimorar a qualidade das contratações”, resume.

 

 

 

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