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Pioneiro do mindfulness no Brasil dá 5 dicas para se iniciar na prática

Stephen Little, professor da The School of Life e precursor do mindfulness no Brasil, explica que a prática não tem a ver com buscar equilíbrio. Entenda

Por Elisa Tozzi Atualizado em 15 Maio 2021, 17h34 - Publicado em 17 Maio 2021, 08h00

Embora a nossa própria saúde e a saúde de pessoas próximas sempre fossem preocupações constante, a crise da covid-19 tornou o cuidado mais presente. É nisso que acredita o irlandês Stephen Little, professor da The School of Life e um dos precursores do mindfulness no Brasil.

Recebo muitas pessoas nas aulas e nos cursos buscando equilíbrio, especialmente entre a vida pessoal e a vida profissional. Essa busca aparece nos primeiros minutos de cada aula”, diz o especialista. Mas ele alerta: “Mindfulness não tem nada a ver com equilíbrio e essa busca por equilíbrio faz parte do problema. Essa ideia de equilíbrio traz uma infeliz impressão de um estado fixo que a gente vai alcançar. Mindfulness trás algo bem melhor”, diz Stephen.

Ele explica que saúde emocional, mental e física tem a ver com a nossa percepção voltada ao momento presente e aos sinais atuais das nossas experiências – e que isso é o que está por trás do mindfulness. “Sem esses momentos de percepção é muito fácil viver de forma desconectada, acreditando nas nossas meras ideias do que está acontecendo”, explica. A prática do mindfulness é uma chance de enxergar o que está acontecendo conosco, o que ajuda a tomar decisões melhores. 

“Em vez de buscar um dia equilibrado, o praticante cuida das percepções que tem durante o dia, tonando-se consciente dos vários desvios de atenção e das necessidades dos outros. Saúde vem de algo que pertence mais a um diálogo constante do que de uma tentativa de alcançar um estado fixo”, diz o professor.

  • Como começar a praticar mindfulness?

    Stephen Little traz cinco passos para quem quer se iniciar nessa prática.

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    1. Pare durante o almoço

    Quando estiver almoçando, desligue o computador e deixe o telefone em outro cômodo, no modo mudo

    2. Aprenda a fazer pausas verdadeiras durante o dia 

    Comece a analisar se você está preenchendo seu tempo com atividades sem nenhuma pausa. Se for esse o caso, saiba que o estresse se acumula quando estamos no modo automático exatamente porque não estamos fazendo verdadeiras pausas. Uma insônia, por exemplo, pode ser resultado desse comportamento. Por isso, inclua momentos para parar (de verdade) no seu dia a dia.

    3. Analise as suas tendências de pensamento 

    É comum que pessoas pensem: “Não tenho tempo para parar, há muitas coisas importantes a fazer”. Mas esse raciocínio é prejudicial.

    4. Seja radical e não faça nada

    Crie momentos para não fazer nada mesmo – nem meditar. Perceba qualquer tendência a ter um pensamento de culpa, (como: “Você não pode fazer isso. Volte ao trabalho!”). Faça isso pelo menos duas vezes por semana. Você via notar que, depois de cinco minutos sem fazer nada, se sentirá em uma nova experiência, o que pode ser positivo para o home office, por exemplo. Parece absurdo, mas experimente.

    5. Encontre suas distrações

    Use o momento da meditação para identificar qual é a principal distração que está ativa em sua mente. Pense nas cinco distrações mentais para mapear qual é a que está surgindo para você naquele momento: ansiedade e insegurança? Fantasia? Irritabilidade e raiva? Sonolência? Dilema e indecisão?

     

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