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Plano de carreira é o fator que mais influencia retenção de brasileiros, diz pesquisa

Levantamento da ILoveMyJob investigou o que torna um emprego ideal para trabalhadores CLT e ranqueou os destinos mais desejados no mercado de trabalho.

Por Gabriela Teixeira
14 jan 2026, 14h00 • Atualizado em 15 jan 2026, 12h29
Blocos coloridos de construção de brinquedo empilhados de forma crescente.
 (Karl Tapales/Getty Images)
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  • O que vem primeiro em sua mente quando pensa no emprego dos sonhos? Salário alto, benefícios robustos ou flexibilidade? Para a maioria dos participantes da pesquisa Loved Companies 2025, da ILoveMyJob, a resposta é outra: plano de carreira.

    O levantamento, realizado com dois mil trabalhadores em regime CLT, investigou quais são os fatores que tornam uma empresa desejada para os brasileiros e influenciam na permanência no emprego. “Essa avaliação começa cedo, ainda no recrutamento, quando o candidato compara a promessa da marca empregadora com a experiência do processo seletivo”, diz Angélica Madalosso, especialista em marca empregadora, CEO e cofundadora da ILoveMyJob.

    Para 20,42% dos respondentes, a possibilidade de crescimento – ou seja, a existência de um plano de carreira – é o principal elemento associado a um emprego ideal. Em seguida, foram mencionados salário e benefícios (13,60%), colaboração entre equipes (12,46%), transparência (9,69%), autonomia e flexibilidade (8,69%) e liderança próxima ou inspiradora (6,68%).

    O plano de carreira também é a resposta mais citada pelos participantes quando questionados sobre os motivos que os levariam a pedir demissão: 14,66% se desligariam de empresas que não oferecem oportunidades bem estruturadas de crescimento. Outros gatilhos de saída são salário e benefícios (13,78%), falta de reconhecimento e valorização (13,46%), sobrecarga de trabalho (12,02%) e trabalho 100% presencial (10,42%).

    Para a consultoria, as respostas reforçam dois movimentos em vigor no mercado de trabalho: a valorização do plano de carreira e uma baixa tolerância a jornadas intensas e desgastantes. Há uma notável busca por organizações consideradas estáveis, que investem de modo consistente no desenvolvimento de talentos e oferecem estrutura, aprendizagem contínua e chances reais de evolução.

    Ao mesmo tempo, a crescente menção à sobrecarga entre os fatores que influenciam no desligamento pode ser analisada em conjunto com indicadores de saúde mental no país, diz Madalosso. Em um cenário de transformação da relação das pessoas com o trabalho, as respostas mostram a importância de modelos de gestão capazes de equilibrar, a longo prazo, performance, bem-estar e sustentabilidade no trabalho.

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    As mais amadas

    A pesquisa apurou ainda quais são os canais mais utilizados pelos brasileiros na busca por emprego. Segundo o levantamento, o LinkedIn é a plataforma mais citada, seguida por networking, o que indica a relevância da presença digital e da consistência entre comunicação de carreira e experiência do candidato.

    A consultoria também listou os destinos mais desejados no mercado de trabalho. O ranking, cujo principal critério de pontuação é o volume de menções positivas, foi dividido em duas categorias: nacional, composto apenas por empresas brasileiras, e o geral, que também inclui multinacionais. Confira:

    Nacional

    1. Itaú
    2. Sicredi
    3. O Boticário
    4. Natura
    5. Nubank
    6. Eurofarma
    7. Ambev
    8. Vale
    9. iFood
    10. SESC

    Geral

    1. Google
    2. Itaú
    3. Apple
    4. Sicredi
    5. Amazon
    6. Grupo Boticário
    7. Natura
    8. Coca-Cola
    9. Nubank
    10. Microsoft
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    A ILoveMyJob destaca que o Top 10 é puxado por marcas com forte presença no cotidiano dos consumidores e aponta um “efeito halo”: a alta visibilidade e investimento em marca tendem a transbordar para a percepção como empregadora. Sinais de transformação digital, agenda ESG e benefícios/flexibilidade também são elementos associados à atratividade dessas marcas, diz a pesquisa.

    Outro ponto de atenção, segundo o levantamento, é que quase 15% dos respondentes não indicaram nenhuma empresa, o que pode ser interpretado como um indício de expectativas mais exigentes e busca por autonomia no trabalho.

     

     

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