Prêmio RH do Ano: conheça os vencedores da categoria “Direitos Humanos e DEI”
Maria Antonietta Russo, VP de RH da Tim, levou Ouro por um conjunto de iniciativas que abordam a pauta da diversidade e inclusão de maneira genuína.
Maria Antonietta Russo, VP de RH da Tim, ganhou Ouro na categoria “Direitos Humanos e DEI”, do Prêmio RH do Ano, uma iniciativa da Você RH para reconhecer os líderes que transformaram o setor em 2025, tornando-o melhor para as pessoas, os negócios e a sociedade. Um evento de premiação aconteceu no dia 4 de dezembro, em São Paulo (saiba como foi).
O prêmio recebeu 410 inscrições de cases que ilustravam a atuação de mais de 240 executivos de RH no Brasil. Em parceria com o Great Place to Work (GPTW) e a consultoria EXEC, escolhemos os vencedores de Ouro, Prata e Bronze para oito categorias, assim como dois destaques especiais: RH do Ano e Pioneirismo em RH.
Na categoria “Direitos Humanos e DEI”, avaliamos executivos que promovem ações de diversidade, equidade e inclusão, nas quais cada profissional deve se sentir parte do todo, sendo incluído nas estratégias e ouvido no dia a dia.
Os ganhadores de Prata e Bronze foram, respectivamente, Vivian Broge, VP de RH e Marketing da TOTVS, que também ganhou o destaque de Melhor RH do Ano, e Ronald Bedin Balás, líder de RH da Caixa Vida e Previdência.
Abaixo você confere os trabalhos extraordinários que esses executivos realizaram para merecer a premiação. (Clique aqui e saiba mais sobre o Prêmio RH do Ano.)
Ouro: Maria Antonietta Russo (Tim)
Mais de 90% das pessoas que trabalham na Tim acreditam que a empresa aborda a pauta da diversidade e inclusão de maneira genuína. Na mesma pesquisa em que descobriu isso, a companhia obteve NPS 80 na questão “Eu recomendaria a Tim como uma boa empresa para pessoas de grupos historicamente marginalizados”.
A Tim integra mobilizações do Governo Federal, como o Feminicídio Zero, o Brasil sem Misoginia e o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça.
Internamente, a preocupação com a diversidade se manifesta na oferta de assistência jurídica e apoio psicológico para pessoas com deficiência; de programas para o desenvolvimento de lideranças negras; de vagas afirmativas para pessoas trans, com direito a auxílio-educação; de programas para apoiar mulheres na menopausa; e de um canal de denúncias com tipologia exclusiva para relatos de discriminações contra pessoas de grupos minorizados, entre outras ações.
“Para trabalhar corretamente, é preciso acompanhar a agenda de DEI na sociedade e olhar para o mercado externo”, defende Maria Antonietta Russo, vice-presidente de RH. “Quando você participa desses movimentos, está fazendo uma promessa pública.”
Prata: Vivian Broge (TOTVS)
Mostrando que diversidade e inclusão não podem se restringir à fala dos líderes, Vivian Broge, líder de RH da TOTVS, impulsionou o devUP, programa que mistura educação, renda e acolhimento para jovens em vulnerabilidade social entrarem, de verdade, no mercado tech.
O projeto nasceu de uma escuta atenta de ex-alunos do Instituto da Oportunidade Social, parceiro histórico da TOTVS, e atacou de frente um ciclo injusto: quem não tem renda não consegue estudar, e sem estudar não tem emprego. A iniciativa ganhou força em 2025 com a chegada do Mackenzie como parceiro acadêmico e consolidou um modelo raro no setor: bolsa integral, estágio de dois anos, mentoria de carreira, formação técnica complementar e suporte socioemocional contínuo.
Na TOTVS, diversidade é requisito. As turmas incluem mulheres, pessoas negras, trans e jovens de periferia, todos com acompanhamento próximo para garantir permanência e sucesso. E os resultados falam alto: 100% matriculados, 100% retidos e mais de 50% da turma-piloto efetivada como analista.
Com o devUP, Vivian transformou o RH em agente de impacto social real, provando que abrir portas compensa, mas garantir que todos consigam atravessá-las é o que promove mudanças de verdade.
Bronze: Ronald Bedin Balás, (Caixa Vida e Previdência)
À frente do programa CVP +Diversa, Ronald ajudou a transformar a companhia em referência em direitos humanos, diversidade e equidade no mercado segurador – temas que se relacionam com os próprios valores desse líder de RH: “O que me motiva a desempenhar meu trabalho diariamente é a possibilidade de influenciar positivamente a vida das pessoas”.
O programa estruturou governança, comunicação inclusiva, letramento e ações de sensibilização, criando um ambiente mais aberto, seguro e representativo. O primeiro Censo de Diversidade guiou cada passo, revelando altos índices de segurança psicológica e equilíbrio de gênero, além de avanços importantes em raça, sexualidade e inclusão de jovens em vulnerabilidade.
Os resultados aparecem especialmente nos programas de Estágio e Jovem Aprendiz, que priorizam jovens de baixa renda e alcançaram 75% de efetivação, trilhas robustas de desenvolvimento e um salto expressivo na intenção de permanência. Ronald também impulsionou o voluntariado, conectando colaboradores a ações sociais que ampliam o impacto para além das paredes da empresa.
Com sua liderança humana e estratégica, o RH da CVP prova que a inclusão transforma pessoas sem perder a visão do negócio.
Este texto é parte da edição número 101 da Você RH. Clique aqui e confira outros conteúdos da revista impressa.







