Aniversário da Abril: Você RH por apenas 9,90

Qualidade de vida é o principal fator de desempate entre vagas para 29% dos profissionais, indica estudo

Pesquisa revela quais benefícios influenciam na atração e retenção, além do descompasso entre o que os trabalhadores desejam e o que é entregue pelo mercado.

Por Redação 7 abr 2026, 15h40
Imagem de uma pessoa classificando a satisfação de 5 estrelas da avaliação do seu bem-estar.
 (M.photostock/Getty Images)
Continua após publicidade
  • A EDC Group, multinacional focada em consultoria e outsourcing de RH, ouviu 476 brasileiros para entender o que atrai e mantém profissionais em uma empresa. O resultado da pesquisa mostra que a qualidade de vida tem peso decisivo na escolha dos profissionais: ao comparar ofertas com o mesmo salário, 29% apontam o fator como principal critério de decisão, à frente de plano de carreira (16,8%) e trabalho remoto (14,5%). Por outro lado, o bônus tem a menor relevância, indicado apenas por 2,9%.

    Ainda de acordo com o levantamento, ao pensar no futuro profissional ideal, 69% dos entrevistados afirmam desejar um emprego estável, com plano de carreira e vínculo de logo prazo. E na prática, 54,2% preferem construir carreira em uma empresa, ainda que isso demande mais tempo e dedicação.

    Analisando os resultados, Bruna Paleari, gerente de RH da EDC Group, afirma que o trabalho deixou de ser visto apenas como fonte de renda. “Quando o salário empata, o profissional escolhe a empresa que oferece mais qualidade de vida, clareza de carreira e condições reais de permanência no longo prazo. Hoje, o emprego precisa caber na vida da pessoa, e não o contrário”, diz.

    Expectativa x Realidade

    Os benefícios também exercem influência na permanência em uma empresa ou na aceitação de uma proposta: no topo do ranking estão o vale-alimentação/refeição (71%) e o plano de saúde/odontológico (70%), seguidos de bônus acordado (56%), flexibilidade de horário (54%) e modelo híbrido (34%).

    Contudo, há um descompasso entre o que os profissionais querem e o que é entregue pelo mercado. Enquanto a flexibilidade de horário é desejada por 54% das pessoas, apenas 32% das empresas oferecem esse benefício. O mesmo acontece com o trabalho remoto e o modelo híbrido.

    Continua após a publicidade

    Esse desalinhamento ajuda a explicar por que tantas empresas perdem talentos mesmo quando oferecem remunerações competitivas, diz Bruna. “O profissional quer benefícios que sustentem a rotina e reduzam atritos do dia a dia. Não se trata apenas de pagar mais, mas de oferecer uma experiência de trabalho viável, saudável e compatível com a realidade das pessoas.”

    Diferenças geracionais e de gênero

    A pesquisa revela também que os critérios para a escolha de uma vaga mudam conforme o momento da vida, ainda que a estabilidade permaneça relevante.

    Entre oportunidades com o mesmo salário, a qualidade de vida é o fator mais decisivo para todas as faixas etárias, com destaque para a Geração X (33,68%), seguida de Gen Z (28,37%) e Millennials (27,88%). Já o plano de carreira tem maior peso entre os mais jovens e adultos em consolidação profissional (17,02% na Gen Z e 19,03% entre Millennials), enquanto, entre os grupos mais maduros, destacam-se itens mais ligados à estrutura da função e ao contexto de trabalho.

    Continua após a publicidade

    Na análise dos benefícios valorizados, a diferença se acentua. O vale-alimentação/refeição aparece como pilar central no início da vida profissional, sendo citado por 74% da Gen Z e 73% dos Millennials. Mas, conforme a idade avança, as preferências mudam: entre os Boomers, 79% citam o plano de saúde, 71% o bônus acordado e 50% a previdência privada.

    Maioria da Geração Z é contra o trabalho 100% remoto

    O levantamento mostra ainda que, embora homens e mulheres compartilhem o mesmo “top 3” de fatores decisivos, o peso dado a cada item muda. Entre as mulheres, o trabalho 100% remoto tem mais força (18,53%, contra 10,66% entre os homens), assim como o trabalho híbrido (10,34% versus 7,79%) e a flexibilidade de horários (8,19% versus 5,33%). Já entre os homens, ganha mais relevância o plano de carreira (20,08%, contra 13,36% entre as mulheres) e o bônus (4,51% versus 1,29%).

    Continua após a publicidade

    As diferenças também se manifestam na composição dos benefícios mais valorizados. As mulheres dão mais peso para a flexibilidade de horário (57,76%), o modelo remoto (34,91%), a ajuda de custo de home office (21,98%) e o apoio psicológico (12,50%). Já os homens, por outro lado, priorizam mais a previdência privada (24,59%), o bônus acordado (64,34%), o auxílio combustível (21,72%) e o seguro de vida (15,57%).

    “Os dados reforçam que não existe pacote universal. As pessoas continuam buscando estabilidade, mas interpretam valor de formas diferentes. Para uns, pesa mais avanço e remuneração direta; para outros, pesam suporte, tempo e qualidade de vida. A empresa que entender isso primeiro vai sair na frente em atração e retenção”, conclui a gerente de RH.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Gestores preparados vencem!
    Por um valor simbólico , você garante acesso premium da Você RH Digital à informação que forma líderes de verdade.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Você RH impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 12,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).