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25% das mulheres estão insatisfeitas com o próprio bem-estar

Elas também sentem mais ansiedade, segundo um estudo da Vidalink que ouviu 10 mil profissionais. Entenda como isso se relaciona com os benefícios corporativos.

Por Redação
9 dez 2024, 17h50 • Atualizado em 9 dez 2024, 18h00
Foto de uma Mulher deitada com a cara no sofá e os pés para cima em uma sala rosa.
 (Alexandr Dubynin/Getty Images)
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  • A saúde das mulheres não anda bem. 25% classificam a satisfação com o próprio bem-estar como “baixa” ou “baixíssima”. Entre os homens, apenas 12% têm a mesma opinião. 44% delas afirmam sentir ansiedade na maioria dos dias – entre os homens, esse índice é de 37%. É o que mostra uma pesquisa da Vidalink chamada “Check-up de bem-estar”, que entrevistou 10,3 mil colaboradores de 220 empresas no primeiro semestre deste ano.

    O estudo também indica que a dupla jornada de trabalho é mais comum entre mulheres Millennials e da geração X, que representam mais de um terço da população brasileira. Para Luis González, CEO da empresa de bem-estar corporativo, essa dinâmica resulta em estresse e adoecimento mental. “Ainda assim, há uma lacuna no cuidado com a saúde dessas mulheres. Flexibilidade no trabalho é o melhor benefício [corporativo] para esse grupo.”

    Além do impacto na vida pessoal das profissionais, o executivo argumenta que a sobrecarga causada pela dupla jornada tem implicações para a agenda ESG das empresas. “As organizações precisam se perguntar: como podemos garantir maior equidade se as mulheres estão sobrecarregadas? Cuidar da saúde mental e física das mulheres é investir em impacto social e na criação de ambientes de trabalho mais justos e inclusivos.”

    Autocuidado em falta

     

    A pesquisa da Vidalink também revelou: 31% dos profissionais admitem não fazer nada para cuidar da saúde mental no cotidiano. A situação é pior entre mulheres pretas e pardas: 46% delas não estão com o autocuidado em dia.

    Algumas pessoas recorrem aos exercícios físicos para alavancar o bem-estar – principalmente homens da geração X. Outras, à terapia – prática preferida por mulheres da geração Z. Entre os baby boomers, profissionais com mais de 60 anos, prevalece o uso de medicamentos.

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    Segundo González, “[olhar] para as necessidades de cada perfil no ambiente de trabalho é fundamental para criar programas de benefícios corporativos mais acessíveis e eficazes”.

    Quer conferir mais dados da pesquisa? Ela está disponível neste link.

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