70% das mulheres chegam ao trabalho com sentimentos negativos todos os dias
Estudo da Vidalink aponta que elas estão mais insatisfeitas com o próprio bem-estar, mas demonstram mais disposição que os homens para cuidar da saúde mental.
Uma pesquisa conduzida pela Vidalink, empresa de planos de bem-estar corporativo, constatou que 70% das mulheres relatam sentir ansiedade, angústia ou ausência de disposição na maior parte dos dias. Entre os homens, esse índice é de 51%. A diferença, que é consistente em todos os setores pesquisados pelo “Check-up de Bem-estar 2025”, se mostra mais profunda nas gerações mais jovens: entre mulheres da Geração Z, o percentual chega a 72%.
O Check-up revela ainda que a sobrecarga não se resume ao emocional: 38% das mulheres acumulam dupla jornada, com trabalho e responsabilidades domésticas, contra 24% dos homens. Esse percentual sobre para 26% entre jovens pretas e pardas da Geração Z, ante 19% entre seus pares masculinos.
A insatisfação com o próprio bem-estar também é maior entre as mulheres (29%) que entre os homens (15%). Mas elas demonstram mais disposição para cuidar da própria saúde mental, recorrendo à terapia e a medicamentos, enquanto eles lideram na categoria “Não faço nada”.
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“Quando 70% das mulheres chegam ao trabalho carregando ansiedade ou angústia, estamos diante de um problema estrutural, não de resiliência pessoal. A NR-1 cria a obrigação legal de enxergar isso, mas o mais importante é que as empresas entendam que o bem-estar feminino no trabalho não é pauta de diversidade, é resultado”, afirma Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.
Para o executivo, a norma representa uma janela de transformação, não apenas de adequação regulatória. “As empresas que já têm dados sobre o bem-estar dos seus times estão em vantagem. Mas o ponto de partida é reconhecer que o problema existe, e que ele tem rosto, geração e gênero.”







