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Janeiro Branco nas empresas: metas não adoecem; gestão ruim, sim

O que gera ansiedade, estresse crônico e burnout é trabalhar sem clareza, sem retorno sobre desempenho e sem reconhecimento contínuo.

Por Rubens Samuel, CEO da Gamefic
12 jan 2026, 15h12 •
Ilustração de uma pessoa expressando uma mensagem negativa.
 (juanma hache/Getty Images)
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  • A campanha Janeiro Branco costuma colocar a saúde mental no centro do debate corporativo. Multiplicam-se palestras, campanhas internas e discursos sobre bem-estar. Ainda assim, passado o mês, quase nada muda na forma como a maioria das empresas gere pessoas, cobra resultados e reconhece esforços. O paradoxo é evidente: fala-se cada vez mais sobre saúde mental, mas os ambientes de trabalho seguem adoecendo.

    Dados globais indicam que apenas cerca de 13% dos colaboradores estão realmente engajados em suas funções. A maioria trabalha por necessidade financeira, não por conexão com propósito, reconhecimento ou desenvolvimento. Nesse cenário, é comum que metas agressivas, feedback tardio e cobranças genéricas sejam apontados como vilões. Mas a verdade incômoda é que o problema não está na busca por resultados. Está no modelo de gestão.

    Metas, por si só, não adoecem ninguém. O que gera ansiedade, estresse crônico e burnout é trabalhar sem clareza, sem retorno sobre desempenho e sem reconhecimento contínuo. Quando o colaborador não sabe se está indo bem, quando só recebe atenção no erro ou quando o esforço passa despercebido, o cérebro entra em estado permanente de alerta. Isso corrói a saúde mental e reduz a performance.

    Outro fator pouco discutido é o impacto da gestão subjetiva. Em muitas empresas, o desempenho ainda depende da percepção individual do gestor, de conversas pontuais ou de avaliações tardias. Esse modelo cria insegurança, sensação de injustiça e competição tóxica. Pessoas não se estressam apenas pelo volume de trabalho, mas pela incerteza constante sobre onde estão pisando.

    Alta performance e saúde mental: uma combinação possível

    Um equívoco recorrente na tentativa de resolver esse problema é confundir cuidado com permissividade ou, ainda, reduzir saúde mental a ações simbólicas. Não se trata de eliminar metas, nem de transformar o ambiente corporativo em um espaço sem cobrança. Alta performance e saúde mental não são opostos. Pelo contrário. Resultados sustentáveis exigem engajamento, e engajamento nasce de reconhecimento, feedback e aprendizado contínuo.

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    Nos últimos anos, empresas mais maduras começaram a revisar esse modelo, substituindo a cobrança difusa por sistemas de gestão baseados em indicadores claros, feedback em tempo real e estímulos positivos. Quando a pessoa entende exatamente o que precisa entregar, recebe retorno imediato sobre seu desempenho e percebe reconhecimento frequente, a relação com o trabalho muda. A pressão dá lugar ao desafio. O medo de errar cede espaço à vontade de evoluir.

    É crucial entender que pessoas são diferentes. Há quem se motive por competição, quem prefira aprendizado, quem valorize reconhecimento público e quem se engaje ao perceber progresso pessoal. Modelos únicos, baseados apenas em ranking ou exposição, tendem a desmotivar a maioria. Gestão inteligente considera perfis distintos e cria múltiplos caminhos para engajamento e desenvolvimento.

    É dessa forma que a gamificação pode se tornar uma grande aliada da gestão empresarial e contribuir para uma transformação profunda, com benefícios diretos para o negócio e, sobretudo, para o bem-estar dos colaboradores que fazem a engrenagem girar.

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    Janeiro Branco deveria servir menos para discursos genéricos e mais para uma reflexão profunda sobre como as empresas estruturam seus sistemas de gestão. Cuidar da saúde mental não é um projeto paralelo ao negócio. É uma estratégia de performance. Ambientes que oferecem clareza, reconhecimento e aprendizado contínuo não apenas adoecem menos, como entregam mais resultados.

    Rubens Samuel é CEO da Gamefic, empresa de tecnologia especializada em gamificação aplicada à gestão de pessoas, performance e aprendizado corporativo.

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