RHadioCast: como a vida sexual influencia o bem-estar e o desempenho dos homens no trabalho
Mônica Xerfan, psicóloga e terapeuta sexual, argumenta que os homens têm mais dificuldade em demonstrar suas vulnerabilidades, o que prejudica a criatividade e a colaboração.
Nesta quinta (11), publicamos mais um episódio do RHadioCast, o programa quinzenal da Você RH em que entrevistamos executivos e especialistas sobre as melhores práticas de gestão de pessoas. Desta vez, recebemos no estúdio Mônica Xerfan, psicóloga e terapeuta sexual, para falar sobre como problemas na vida sexual e a masculinidade tóxica prejudicam a saúde mental dos homens – e o desempenho deles no trabalho.
“Suicídios são quatro vezes mais comuns entre homens, eles morrem sete anos mais cedo do que as mulheres e são autores de 90% dos homicídios no País – além de serem as vítimas mais comuns desses crimes. Ou seja: existe um sofrimento velado muito grande [entre eles]”, argumenta Mônica.
No novo episódio, a especialista explica as razões culturais por trás da dificuldade deles em expressar sentimentos. Ela defende que tratar questões como masculinidade tóxica em palestras, workshops e rodas de conversa nas empresas pode gerar um efeito cascata muito bem-vindo: “Quando o homem se sente em paz com a própria vulnerabilidade, ele começa a olhar para os colegas com mais empatia e pode formar uma equipe mais saudável e feliz, que vai dar seu melhor para a empresa”.
Durante a entrevista, Mônica conta sobre o cotidiano de sua profissão e afirma que a maioria dos homens que chegam ao seu consultório – por problemas como disfunção sexual, crises relacionais, estresse e ansiedade – estão em sofrimento profundo porque demoram para buscar ajuda especializada para tratarem a saúde mental.
“Os homens não aprendem a sentir nem a nomear aquilo que estão sentindo. Isso vai pesando, gera muita pressão e atrapalha a vida sexual, porque ela é um reflexo do seu corpo e da sua mente”, explica Mônica. Segundo a psicóloga, problemas na cama prejudicam a autoestima masculina de maneira significativa e, consequentemente, afetam o desempenho no trabalho. “Não tem como o homem ser criativo e construir vínculos significativos com colegas de trabalho ou funcionários, por exemplo, se ele não estiver bem consigo mesmo.”
A terapeuta sexual também falou sobre a importância de os gestores demonstrarem suas vulnerabilidades no ambiente de trabalho, sobre as peculiaridades do diagnóstico e tratamento do burnout entre homens, e da relação entre workaholismo e desempenho sexual.
Confira abaixo no episódio completo, disponível no canal da Você RH no YouTube. E clique aqui para conhecer os episódios anteriores do programa.







