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Saúde mental: 3 estratégias para promoção do bem-estar nas empresas

Executivas indicam caminhos para organizações que querem criar ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.

Por Redação
28 jan 2026, 14h00 • Atualizado em 28 jan 2026, 15h15
Foto de Cérebro de corte de papel e flores em fundo amarelo. Conceito de saúde mental.
 (Nathaniel S Smiley/Getty Images)
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  • Em 2024, mais de 470 mil trabalhadores foram afastados por condições como ansiedade, depressão e outros transtornos mentais e comportamentais, segundo informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os dados reforçam o que já não é novidade: a saúde mental é um dos principais desafios enfrentados pelas empresas brasileiras. Os números também pressionam essas organizações a redesenharem modelos de gestão, cultura interna e práticas de liderança, colocando o tema no centro das decisões estratégicas dos negócios.

    Para Leonardo Abrahão, psicólogo e parceiro da Vetor Editora, empresa que oferece soluções em psicologia, o debate deve ir além de ações pontuais. Criador do movimento Janeiro Branco, ele afirma que as instituições são diretamente responsáveis pelos contextos que geram saúde ou adoecimento: cultura de liderança, carga e ritmo de trabalho, comunicação, justiça organizacional, respeito, previsibilidade e segurança psicológica.

    “Em 2026, o Janeiro Branco chama as empresas a trocarem ações cosméticas por compromissos estruturais, construindo ambientes em que as pessoas não precisem adoecer para serem notadas”, explica.

    A seguir, três executivas de diferentes setores compartilham estratégias que podem auxiliar empregadores a promover a saúde mental, prevenir o adoecimento psicológico e criar ambientes de trabalho mais sustentáveis:

    1. Priorização do tema

    Segundo Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude, empresa de desenvolvimento e gestão de programas de saúde mental para organizações, negligenciar o assunto e tratá-lo apenas como uma pauta pontual de campanha é um risco estratégico. “A crise de saúde mental se tornou o principal gargalo oculto da produtividade nas organizações brasileiras, e afeta turnover, absenteísmo, engajamento, e até compliance regulatório. Ignorar isso hoje compromete resultados, talentos e reputação”, ela alerta.

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    Para que as empresas alcancem um crescimento sustentável e ético, o assunto deve ter o mesmo grau de prioridade que os KPIs estratégicos. A era do improviso acabou, diz Tatiana. E o futuro será de quem entender que cuidar da saúde mental não é apenas acolher, mas também prevenir, estruturar e liderar.

    2) Inteligência artificial como aliada

    Para Franciane Fenólio, CHRO da Hera.Build, startup especializada em customer intelligence e otimização de negócios com uso de IA, a questão precisa cada vez mais ser tratada de forma estratégica, com embasamento em dados. “A inteligência artificial permite identificar padrões de sobrecarga, falhas de comunicação, riscos de desgaste emocional e gargalos operacionais que impactam diretamente o bem-estar das pessoas. Quando bem aplicada, ela deixa de ser apenas tecnologia e passa a ser uma aliada na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis”, afirma.

    De acordo com a executiva, integrar dados de diferentes áreas – como RH, liderança, comunicação interna e desempenho – é essencial para prevenir o adoecimento antes que ele se manifeste em afastamentos ou queda de produtividade. “Em 2026, empresas que desejam crescer de forma sustentável precisarão usar tecnologia não apenas para acelerar resultados, mas para tomar decisões mais humanas, conscientes e responsáveis”, completa.

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    3) O RH como protagonista

    Para Juliana Camargo, Diretora de Gente & Cultura da Funcional, empresa que desenvolve programas de acesso e adesão em saúde no Brasil, o profissional de Recursos Humanos é peça-chave na execução de estratégias corporativas, e deve garantir que a saúde mental seja compromisso contínuo.

    A executiva reforça que a nova redação da Norma Regulamentadora Nº 1 (NR-1) exige do RH mais preparo técnico e estratégico. Isso significa adotar ferramentas de análise de dados para atuar de forma preditiva, além de fortalecer a cultura de cuidado contínuo e garantir que lideranças estejam capacitadas para serem aliadas na promoção da saúde emocional.

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