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Mulheres representam 57% da diretoria na farmacêutica BD

Como a subsidiária brasileira da farmacêutica BD conseguiu ter mais mulheres em cargos de liderança e virar referência mundial

Por Ursula Alonso Manso
11 jan 2018, 04h00 • Atualizado em 21 out 2024, 20h28
Stella Fornazari, diretora de recursos humanos da BD: 70% das posições de gerência e diretoria estão nas mãos de profissionais do sexo feminino  (Germano Lüders/VOCÊ RH)
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  • Assim como na maioria das empresas, a BD, que fabrica de agulhas descartáveis a máquinas para diagnóstico de câncer, também tinha mais homens do que mulheres ocupando as cadeiras de liderança.

    Em 2012, a presença feminina no primeiro escalão não passava dos 15%. Certa de que essa realidade precisava mudar para trazer diversidade de pensamento e agregar valor ao negócio, a diretora de recursos humanos da empresa, Stella Fornazari, criou em 2016 um grupo multidisciplinar a fim de discutir a inclusão e a equidade de gêneros. De lá para cá, a equipe formada por profissionais de diversas áreas, homens e mulheres, vem estabelecendo políticas, práticas e ações específicas para elas.

    Hoje, a subsidiária brasileira, com 61 anos de história no país, conta com oito mulheres entre os 15 membros da diretoria, uma proporção de 57%. A inversão no perfil chamou a atenção da matriz, nos Estados Unidos, que elegeu o escritório local como referência mundial. Em 2017, a BD, presente em cerca de 50 nações, definiu que 30% de seus líderes devem ser mulheres. Para a América Latina, o objetivo é ainda mais ambicioso, chegando a 40% de profissionais do sexo feminino em cargos de gestão.

    Seguindo o exemplo do Brasil, a operação da Colômbia contratou uma mulher para o cargo de presidente. “O foco é a liderança, porque sabemos que, quanto mais se sobe na hierarquia, mais escassa é a participação feminina”, afirma Stella, que assumiu a direção de RH há um ano, após três na BD.

      A SOLUÇÃO

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    Desde que percebeu a necessidade de dar oportunidades de carreira às funcionárias, a BD no Brasil vem adotando uma série de medidas para ampliar a presença feminina no alto escalão. Uma delas foi a criação de um programa de formação e desenvolvimento para que as profissionais também pudessem ser consideradas nos processos de sucessão. “Temos uma universidade corporativa na qual oferecemos treinamento a todos os funcionários. O que fizemos foi garantir que as mulheres participem de cursos específicos para a liderança, sedimentando o caminho para que possam galgar degraus mais altos na empresa”, diz Stella Fornazari.

    Outra iniciativa foi o estabelecimento da política de incluir pelo menos uma candidata entre os três finalistas em todo processo de recrutamento de gestores. “Não vamos contratar só porque é uma mulher, ela vai enfrentar a mesma seleção pela qual passam os homens, mas queremos nos certificar de que elas tenham chance igual”, diz a diretora de RH.

    A BD tenta ainda usar benefícios para atrair o público feminino. Entre eles estão o acompanhamento pré-natal e a licença-maternidade de seis meses, além de licença-paternidade de 20 dias e horários flexíveis. “Faz parte de nosso DNA preservar o equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional. Portanto, qualquer mãe ou pai que precise levar um filho ao médico ou queira assistir a uma apresentação do filho na escola poderá fazê-lo sem dificuldade”, afirma Stella.

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    O RESULTADO

    Em 2017, 63% das vagas de gestão no Brasil foram preenchidas por mulheres. Atualmente, a subsidiá­ria da BD tem 70% da liderança (gerência e diretoria) nas mãos de profissionais do sexo feminino.

    Na contramão da pesquisa da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas, que indica que 48% das mulheres estão fora de seu posto de trabalho — a maioria tendo sido demitida — passados 12 meses do início da licença-maternidade, a diretora de RH da BD cita casos de funcionárias que foram inclusive promovidas durante o período em que estavam em casa cuidando do bebê. “Em fevereiro, Luciana Pauka, até então supervisora de qualidade em uma de nossas fábricas, um ambiente que tende a ser mais masculino, foi convidada durante sua licença a participar do processo seletivo para a gerência e garantiu para si a vaga, que assumiu quando retornou às atividades”, afirma Stella Fornazari.

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    Segundo ela, o mesmo aconteceu com a gerente de finanças Ana Cristina Melo, alçada à diretoria durante o benefício concedido às novas mães. Um terceiro exemplo vem de Juiz de Fora, Minas Gerais, onde a diretora da fábrica ingressou na BD como estagiária e hoje comanda uma planta com mais de 600 empregados. No final, todo o incentivo à participação de mulheres nos cargos de chefia acabou refletindo no chão de fábrica. Na planta de Curitiba da BD, com 380 trabalhadores, 44% dos operários são do sexo feminino.


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