A personalização das ofertas de benefícios tem se mostrado um desafio, mas também um ativo estratégico para que os RHs transformem incentivos em valor percebido e diferencial competitivo.
O fato é que durante muito tempo, os auxílios corporativos foram tratados como um “acessório” do salário, quase como um detalhe na negociação entre empresa e candidato. Mas esse tempo acabou.
Hoje, eles ocupam o centro da estratégia de atração e retenção de talentos. Não é exagero dizer que, em muitos casos, são os benefícios, e não apenas a remuneração, que decidem se um profissional escolhe entrar ou permanecer em uma companhia.
Por outro lado, esse protagonismo trouxe consigo um novo desafio: como oferecer auxílios relevantes, que dialoguem com as diferentes expectativas da força de trabalho, sem transformar a folha de custos em uma bomba-relógio?
Segundo a edição de 2025 da Pesquisa de Benefícios da Robert Half, 68% dos recrutadores dizem que o maior obstáculo é equilibrar os incentivos com o orçamento.
Outros 53% admitem dificuldade em acompanhar tendências de mercado, e 36% apontam o desafio da personalização.
Construir uma proposta de valor ao colaborador exige coragem e criatividade para romper com o “copiar e colar” do mercado e criar soluções que traduzam a identidade da empresa e a realidade da equipe.
O caminho não é simples, porém, é mais viável quando se combina inteligência de mercado, escuta ativa e tecnologia. A seguir, Lais Vasconcelos, gerente de recrutamento da Robert Half, compartilha dicas práticas que podem apoiar esse movimento:
Pesquisas internas regulares ajudam a calibrar o que realmente faz sentido para cada grupo. Nem sempre o incentivo mais caro é o mais valorizado.
Trazer representantes de diferentes perfis para a mesa de decisão gera legitimidade e garante que as soluções sejam mais inclusivas.
Plataformas digitais oferecem flexibilidade, transparência e permitem personalização em escala, algo impossível de gerir manualmente.
Mensure engajamento, adesão e impacto na produtividade. Benefício sem adesão é desperdício.
Assim como o mercado muda, as expectativas também mudam. O que é diferencial hoje pode ser obsoleto amanhã.