Em 2026, inteligência artificial, pressões regulatórias, saúde mental e mudanças culturais não são mais previsões distantes, e sim temas que já estão impactando a produtividade, retenção e competitividade dentro das organizações.
"O RH deixou de ser uma área de suporte para se tornar um pilar estratégico de qualquer negócio. A empresa que não se adaptar vai perder talentos, eficiência e capacidade de inovação", afirma Luis Gonzalez, CEO da Vidalink.
A seguir, ele lista quatro tendências que devem orientar o RH em 2026.
O Gartner já alertou: nos próximos dois anos, as lideranças de RH deverão atuar de modo ainda mais estratégico, com foco em tecnologia e adaptabilidade. E a evolução da inteligência artificial será uma peça central da estratégia de pessoas, diz Gonzalez.
Com a IA assumindo tarefas de suporte, o RH pode redesenhar processos, integrar capacidades humanas e tecnológicas e atuar como orquestrador desse trabalho híbrido. "As empresas que avançarem nessa integração ganharão velocidade e precisão na gestão de talentos", afirma.
A atualização da NR-1 transforma a saúde mental em item de conformidade. A atuação do RH não pode mais se limitar a remediar um burnout.
É necessário investir em avaliação e gerenciamento de riscos e fortalecimento de benefícios. “Cuidar da saúde mental deixa de ser apenas uma decisão ética e se torna uma exigência regulatória com impacto financeiro direto”, explica Gonzalez.
As iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão devem deixar de focar apenas em números e priorizar pertencimento. É fundamental assegurar que grupos minorizados recebam o suporte de que necessitam para prosperar.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2030, 59% da força de trabalho global precisará de requalificação. No caso do RH, competências técnicas, como análise de dados e IA, e habilidades socioemocionais, como adaptabilidade e liderança, devem ser prioridade.