Nem sempre os RHs reúnem as melhores condições para que uma entrevista de emprego seja um sucesso, para o potencial futuro funcionário e para o próprio recrutador.
Analisar as habilidades técnicas não é necessariamente a parte mais difícil da avaliação. Porém, quando se trata das soft skills e do match com a cultura organizacional, a situação fica mais complicada.
“Cada empresa possui sua cultura e, mais importante ainda, seus valores e princípios. Contratar alguém que vai contra isso pode ser extremamente prejudicial, até mesmo para o próprio candidato”, aponta Alessandra Costa, psicóloga e sócia da S2 Consultoria.
A boa notícia é que existem técnicas que facilitam esse trabalho. A seguir, a psicóloga lista três dicas que profissionais de recrutamento e seleção podem implementar em seus processos.
É comum que algumas pessoas fiquem mais ansiosas durante entrevistas, mas isso não significa que elas sejam uma má escolha. Por isso, vale fazer o máximo para que o processo seja fluido e agradável.
“Permita que candidatos fiquem mais à vontade e mostrem um pouco de quem são. Recomendo que o ambiente da entrevista seja calmo, não seja exageradamente formal quando não for necessário, e que o candidato não precise esperar por muito tempo”, diz Alessandra.
Uma escuta ativa é o principal, pois apenas com empatia e atenção ao que está sendo comunicado é possível conduzir as perguntas estrategicamente. Algumas serão diretas, outras permitem mais elaboração; é preciso dar espaço ao candidato para esse desenvolvimento.
Também é importante incluir questões que informem as necessidades e expectativas do candidato, se ele mostra-se verdadeiramente interessado na posição e se está sendo verdadeiro durante a conversa.
Analista, planejador, comunicador e executor: esses são os quatro principais perfis comportamentais em contextos corporativos. Cada um tem suas forças e fraquezas, e o que funciona para uma vaga não necessariamente é a melhor opção para outra.
Alessandra também ressalta que analisar o potencial de risco comportamental do candidato é importante. “Uma das ferramentas mais poderosas no processo seletivo é o teste de integridade, que avalia o alinhamento do profissional com os valores da empresa”.
“Ele identifica gatilhos comportamentais considerados de risco, o que permite que a organização tome uma decisão consciente sobre prosseguir ou não com a contratação. É uma prática que pode fazer a diferença inclusive nas taxas de turnover”, conclui.