A entrevista de desligamento, muitas vezes, ainda é tratada como um rito de passagem burocrático: um formulário a ser preenchido, uma conversa protocolar, o último “checklist” antes de encerrar o vínculo.
No entanto, segundo especialistas, essa tarefa pode ser uma das fontes mais ricas de diagnóstico organizacional, com potencial de revelar padrões, expor fragilidades culturais e antecipar problemas.
A seguir, confira 5 passos indicados por Jacqueline Brizida, mentora e aceleradora de carreiras da BrizidaHR, para transformar esse momento em um instrumento de aprendizado e evitar erros comuns.
A maioria das empresas diz querer feedback honesto, mas conduz o processo de um jeito que inibe a honestidade. Antes de marcar a conversa, defina: o objetivo é aprender ou encerrar bem? As duas coisas juntas raramente funcionam.
O ideal é que a entrevista seja feita por alguém de RH que não estava no dia a dia do time – em caso de empresas menores, um canal anônimo pode ser mais eficaz para um feedback fidedigno.
Opte por questionamentos como: "como descreveria sua experiência aqui?" ou "tem algo que nunca conseguiu falar durante o tempo que ficou?". O silêncio depois de uma boa pergunta também é um dado importantíssimo.
Se o feedback não tem destino, não vira análise e não alimenta decisões, a entrevista perde credibilidade. Defina antes quem vai receber as informações, em que formato e com que frequência. Do contrário, é mais honesto não fazer.
A entrevista não é o fim da relação, mas sim como ela vai ser lembrada. Conduzir bem não é gentileza e tem impacto direto na reputação da empresa a longo prazo.