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Saiba o que faz uma terapeuta sexual

Profissionais como Monica Xerfan ajudam pacientes com disfunções ligadas à sexualidade para que tenham mais autoestima e prazer – na cama e no trabalho também.

Por Luisa Costa
Atualizado em 10 mar 2025, 12h51 - Publicado em 2 jan 2025, 15h07
Foto de mulher sorrindo, vestindo terno branco.
 (Monica Xerfan/Divulgação/VOCÊ RH)
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Sexo é esporte, já dizia Rita Lee. Um exercício que fortalece os músculos e aumenta a saúde cardíaca. Também é imaginação: aumenta nossa autoconfiança, aprofunda a conexão entre os amantes e melhora a libido. Você há de concordar com a rainha do rock: sexo é poesia. Ao menos, quando dá tudo certo. Mas nem sempre é assim.

Problemas como disfunção erétil, dificuldade de atingir o orgasmo e ejaculação precoce diminuem a qualidade de vida de homens e mulheres, que perdem boa parte da autoestima, ficam mais ansiosos e depressivos. Só nos Estados Unidos, 18,4% dos homens assumem ter dificuldade de alcançar ou manter uma ereção. Um transtorno que afeta o trabalho também. 

Um estudo europeu que analisou dados de 28.511 homens e chegou à conclusão de que aqueles com disfunção erétil são responsáveis por maior absenteísmo no trabalho (11,6% contra 5% de quem não tem), queda de rendimento de 30,3% e perda de produtividade de 35,4%. É muita coisa. E o pior: segundo uma pesquisa asiática, 45% deles não procuram ajuda por vergonha. Um fato triste porque, se tratado, o problema tende a desaparecer.

Daí a importância de profissionais como a psicóloga Monica Xerfan. Ela é especialista em terapia cognitiva sexual (TCS). Terapeutas que seguem essa linha conversam com os pacientes (em consultas presenciais ou online) e passam exercícios para que identifiquem como suas emoções e pensamentos afetam suas ações. Assim, eles se tornam mais conscientes de seu comportamento – e capazes de mudá-lo.

Para isso, um terapeuta sexual procura entender o histórico de relações dos seus pacientes, suas crenças a respeito do que é sexo saudável e satisfatório e seus sentimentos associados à prática. 

E o resultado vem rápido: “Geralmente é possível tratar as questões do paciente em cinco ou seis meses”, afirma Monica.

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A profissão, assim como a de psicanalista, não é regulamentada: pessoas com qualquer formação podem ser terapeutas sexuais. A maioria vem de uma faculdade de psicologia, mas há também psiquiatras, urologistas, ginecologistas, fisioterapeutas… inclusive gente que não é dessa área.

“Mas uma graduação em saúde é um diferencial porque dá muito conhecimento sobre como atender os pacientes, embora não sobre sexualidade”, afirma Aline Sardinha, psicóloga e pesquisadora, que lançou uma pós-graduação específica sobre terapia cognitiva sexual, reconhecida pelo MEC. A especialização pode vir tanto de uma pós quanto de bons cursos livres, que tenham uma abordagem mais prática.

Mil e uma possibilidades

Além de ajudar pacientes com disfunções sexuais, esses profissionais recebem pessoas com obsessões por comportamentos sexuais mais fora do padrão, que podem ou não ser prejudiciais, como fetichismo e sadomasoquismo. E dão suporte psicológico a crianças vítimas de abuso ou orientam adolescentes sobre suas primeiras relações. Ainda realizam projetos de educação sexual para escolas e empresas.

São muitas possibilidades, e o mercado para o terapeuta sexual está cada vez melhor, como afirma Aline Sardinha: “Este é um campo que está crescendo junto à indústria do bem-estar sexual e à conscientização das pessoas sobre a sexualidade”.

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A REAL DO TRABALHO

ATIVIDADES-CHAVE

Ouvir e questionar o paciente para entender seus problemas. Preparar relatórios que ajudem na avaliação progressiva do caso. Selecionar técnicas de tratamento. Acompanhar o progresso do paciente.

QUEM CONTRATA

Principalmente os próprios pacientes e clínicas especializadas, mas também empresas, escolas e ONGs interessadas em fornecer educação sexual.

O QUE FAZER PARA ATUAR NA ÁREA

Especializações sobre sexualidade ou terapia sexual. Graduações na área da saúde são úteis, mas não obrigatórias.

MÉDIA SALARIAL

Para quem atende em consultório, a média cobrada por sessão, em grandes cidades, é de R$ 300 a R$ 450. A grana varia de acordo com o número de sessões que o profissional faz ao mês. Aline Sardinha afirma: a remuneração pode chegar facilmente a R$ 20 mil.

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Esta reportagem faz parte da edição 95 da Você RH (dezembro e janeiro). Clique aqui para conferir os outros conteúdos da revista impressa.

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