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Saiba o que faz uma engenheira de minas

Esses profissionais estudam como detonar uma mina de calcário de um modo eficiente e seguro, por exemplo, orientando a pré-produção de cimento.

Por Luisa Costa
10 mar 2025, 12h40
Imagem de uma jovem engenheira usando capacete e uniforme. Ao fundo, uma grande cratera feita pela empresa mineradora.
 (Divulgação/VOCÊ RH)
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O concreto é a segunda substância mais usada no mundo – só perde para a água. Todo ano, 30 bilhões de toneladas do material se transformam em prédios, rodovias e afins. A base disso tudo é cimento, cuja produção, você pode imaginar, também anda a todo vapor. São 4 bilhões de toneladas anualmente, boa parte em solo brasileiro.

Somos o sétimo maior fabricante do material. E isso é fruto do trabalho de pessoas como Loysi Barth, engenheira de minas na Votorantim Cimentos (VC), a maior das indústrias do setor. A principal tarefa de Loysi é elaborar o plano de lavra de curto prazo de uma mina no Paraná. Para os leigos no assunto: é definir quais paredes de rocha os operários vão detonar ao longo da semana. Ela e seus colegas (outros três engenheiros) trabalham à procura de calcário, um dos materiais-base do cimento, junto com a argila.

Para criar o plano, eles estudam a quantidade e a qualidade do calcário em determinada frente, considerando os riscos envolvidos na extração e a vida útil da mina. “São profissionais com a grande responsabilidade de garantir que tenhamos matéria-prima nos próximos anos, sem descuidar do meio ambiente”, afirma Sabrina Scanapieco, gerente-geral de Gente na empresa.

Seguindo o plano de lavra, os operários detonam a mina, fragmentam a rocha extraída e levam o material à fábrica. Lá, junta-se algum minério de ferro à mistura, já na consistência de farinha, e tudo vai ao forno. O resultado são bolotas chamadas clínquer, que são moídas, recebem mais uma pitada de gesso e tchã-rã!: eis o cimento.

É um baita trabalho em equipe, desde o começo. Segundo Loysi, sua equipe costuma conversar com os técnicos de mineração para que todos avaliem se é mesmo possível tocar o trabalho da maneira planejada ao longo da semana, por exemplo.

Nem sempre dá certo. “A mineração é bastante dinâmica, e são processos com muitas etapas”, explica a engenheira. “O que acontece se uma delas der errado? Não é algo que aconteça com frequência, mas você precisa estar preparado para recalcular a rota.” Ser flexível, enfim.

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Está sobrando vaga

Existem diversas possibilidades para esses engenheiros, além da extração de calcário para produção de cimento. Eles também podem atuar na prospecção de jazidas, por exemplo, na captação de água subterrânea e no beneficiamento de minérios. Podem ficar mais ou menos distantes da sujeira – Loysi entrou na VC com o intuito de se aproximar do trabalho operacional; antes, fazia planos por encomenda, sem nunca acompanhar uma extração.

É um mercado com muita oportunidade, também pelo número diminuto de cursos de graduação em engenharia de minas no Brasil. São apenas 37 em atividade, reconhecidos pelo MEC, que oferecem 5 mil vagas. (Para fins de comparação, existem 1,9 mil cursos de Direito com 370 mil vagas.) “Temos mais vagas nas empresas do que profissionais formados”, afirma Sabrina. “Por isso, precisamos investir em portas de entrada variadas.”

Uma boa notícia para quem deseja ingressar na carreira.

ATIVIDADES-CHAVE

O profissional pode trabalhar na prospecção e pesquisa mineral; na lavra de minas; no beneficiamento de minérios; na captação de água subterrânea; ou na abertura de vias subterrâneas.

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QUEM CONTRATA

Principalmente indústrias petrolíferas, carvoeiras, químicas, de fertilizantes e de cimento.

O QUE FAZER PARA ATUAR NA ÁREA

Uma graduação em Engenharia de Minas. Também é importante se atualizar constantemente sobre sustentabilidade e novos softwares, segundo Loysi.

MÉDIA SALARIAL

O piso para engenheiros com jornada de oito horas é de R$ 10,9 mil. Profissionais seniores em cargos de gestão podem receber salários de R$ 30 mil. (Fonte: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo e Glassdoor.)

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Este texto é parte da edição 96 (fevereiro e março) da Você RH. Clique aqui para conferir outros conteúdos da revista impressa.

Errata: a versão original deste texto informou erroneamente que o nome da entrevistada é Loyse Barth. A grafia correta é com I: Loysi.

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