Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Políticas e Práticas

Elas estão esgotadas

Com mais tarefas domésticas e pressão profissional, as mulheres se sentem sobrecarregadas na pandemia

por Flávia Santucci Atualizado em 18 fev 2021, 19h32 - Publicado em
19 fev 2021
06h13

Esta reportagem faz parte da edição 72 (fevereiro/março) de VOCÊ RH

Balancear trabalho e afazeres domésticos não é novidade para as mulheres. A pandemia, com home office forçado, educação à distância e preocupação com a saúde dos familiares, intensificou a jornada. Tanto que o estudo From Insights to Action: Gender Equality in the Wake of Covid-19 (“Das ideias para a ação: Igualdade de gênero na esteira da covid-19”, em tradução livre), feito pela ONU Mulheres em parceria com a ONG WomenCount, mostra que a crise sanitária aumentou o tempo gasto em cuidados não remunerados — tanto para homens quanto para mulheres. Mas elas trabalham mais.

De acordo com o levantamento, limpar a casa entrou na lista de novas tarefas de 49% das mulheres na pandemia, enquanto 33% dos homens passaram a realizar a mesma função. Cozinhar virou rotina para 37% delas, mas para apenas 16% deles. Além disso, 37% das mulheres são responsáveis por cuidar dos filhos e ajudá-los durante as aulas online, enquanto somente 26% dos homens realizam a mesma tarefa. Ainda segundo a pesquisa, se as mulheres têm filhos, o volume de trabalho é três vezes maior em comparação com os homens.

Esse acúmulo de tarefas e de preocupações tem deixado muitas trabalhadoras esgotadas física e emocionalmente — e pode ter um impacto profundo na carreira. A consultoria McKinsey, em seu relatório Women in the Workplace 2020 (”Mulheres no Trabalho”, em português), afirma que a pandemia afetou as trabalhadoras de forma tão negativa que poderia atrasá-las em meia década em termos de desenvolvimento profissional. Segundo o estudo, executivas seniores são mais propensas a se sentir esgotadas na crise e a probabilidade de deixarem o cargo é 1,5 vez maior do que a de seus colegas homens. Entre as mulheres que pensam em se demitir, três em cada quatro apontam o esgotamento como o motivo principal.

Para ler o texto completo, compre a edição 72 de VOCÊ RH, que já está nas bancas de todo o país. Ou clique aqui para se tornar nosso assinante e tenha acesso imediato à edição digital, disponível para Android e iOS.

Continua após a publicidade