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Políticas e Práticas

O que o RH deve fazer para alavancar as práticas ESG sem cair no modismo?

O ESG criou um grande dilema: como trabalhar o meio ambiente, a sustentabilidade e a governança sem cair na armadilha das ações vazias de marketing?

por Bruno Athayde Atualizado em 14 abr 2021, 22h53 - Publicado em
16 abr 2021
08h25

Esta reportagem faz parte da edição 73 (abril/maio) de VOCÊ RH

E

m 2004, o Pacto Global, da Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com o Banco Mundial, lançou a publicação Who Cares Wins (“Quem se importa ganha”, em tradução livre), e um termo chamou a atenção: ESG (sigla em inglês para meio ambiente, sociedade e governança). O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, endereçava uma carta a 50 CEOs de grandes instituições financeiras ressaltando a importância de integrar fatores ambientais, sociais e de governança ao mercado de capitais. De lá para cá, o termo ganhou impulso. Tanto que a Global Sustainable Investment Alliance divulgou que o mercado de investimento responsável já chega a 31 trilhões de dólares no mundo.

No Brasil, a relação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que servem como pilares do ESG, já está presente em muitas corporações. De acordo com o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, 83% das companhias possuem ações ou programas de meio ambiente, sociais e de governança. Muitas delas, inclusive, criaram áreas utilizando a sigla como nome.

  • O ESG cresceu no Brasil no ano passado com a ajuda da pandemia de covid-19, pois era preciso mostrar empatia num momento tão crítico. As empresas começaram a olhar para dentro e a investir em ações e projetos de sustentabilidade, governança, meio ambiente e equidade de gênero, por exemplo. Mais do que doar quantias para instituições e governos lidarem com o novo coronavírus, todos queriam mostrar que tinham sensibilidade com o momento. O resultado? Fundos ESG captaram 2,5 bilhões de reais em 2020 — e mais da metade desse valor veio de fundos criados nos últimos 12 meses, segundo a Morningstar e a Capital Reset. “Esse movimento veio para ficar. Como agora dói no bolso, as empresas estão prestando mais atenção”, afirma Fabio Alvarez, diretor financeiro da consultoria NEO.

    E o RH nessa história?

    Muitas práticas que têm a ver com essa temática são estruturadas dentro dos departamentos de recursos humanos. Atrair pessoas de grupos minoritários, conscientizar os funcionários sobre diversidade, pensar em políticas e acessibilidade e construir um projeto de equidade de gênero invariavelmente são pautas do setor de pessoas. Mas como as áreas conseguiram se estruturar para o novo desafio?

    “A grande novidade é que o ESG entrou na agenda do CEO. No entanto, o RH precisou e acabou sendo envolvido em algum momento. E a grande dor desse profissional é o conhecimento. Muitas vezes o gestor dessa área é formado em psicologia ou administração e precisa lidar com meio ambiente e com diversidade”, diz Liliane Rocha, fundadora da consultoria Gestão Kairós.
    Por isso, a política deve se tornar uma jornada de longo prazo, com desenvolvimento dos profissionais que vão atuar com a questão — e com a formação de uma cultura organizacional voltada para o tema.

    Este é um trecho de reportagem publicada na edição 73 (abril / maio) de VOCÊ RH. Para ler o texto completo, compre a edição 73 de VOCÊ RH, que já está nas bancas de todo o país. Ou clique aqui para se tornar nosso assinante e tenha acesso imediato à edição digital, disponível para Android e iOS.

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