Super Promoção: 3 meses por 1,99/mês

O custo do silêncio para as organizações

Adiar conversas difíceis, calar-se no feedback e diante de assédio ou dos méritos de um colaborador têm impacto financeiro.

Por Patricia Ansarah
19 fev 2025, 15h02
Ilustração de Silhueta de mulher com lábios fechados com um ziper.
 (Westend61/Getty Images)
Continua após publicidade

Passar dias ou até semanas preso a um problema não resolvido no trabalho, mantendo silêncio sobre a questão, não é apenas frustrante, mas um desperdício significativo de tempo e recursos. Segundo uma pesquisa da Crucial Learning, 43% dos entrevistados afirmam que esse tipo de impasse pode se estender por mais de duas semanas. O impacto financeiro também é expressivo: um em cada três funcionários estima que a dificuldade em lidar com momentos cruciais já representou um prejuízo de pelo menos US$ 25 mil para suas empresas.

O silêncio tem um custo alto e muitas vezes invisível. Quando casos de bullying e assédio são ignorados, a omissão se transforma em conivência, alimentando uma cultura de medo. Nessas situações, em uma empresa, por exemplo, não é apenas o bem-estar emocional da pessoa que está em jogo, mas também a reputação da organização. Tolerar esse tipo de dinâmica é correr o risco de comprometer a credibilidade e até sua sustentabilidade no longo prazo.

Vácuo de feedback

O silêncio em devolutivas de atividades, o chamado feedback, também é um fator crítico em diversos setores e pode comprometer resultados quando há ausência de posicionamento. Essa lacuna pode decorrer da falta de empatia entre lideranças e colaboradores. Uma pesquisa da Mindsight aponta que seis em cada dez entrevistados já enfrentaram problemas com a chefia, sendo a falta de feedback a questão mais citada por 13% dos profissionais. Quando uma tarefa não é concluída e não há qualquer manifestação ou intervenção, o silêncio se torna um peso para todos ao redor, impactando inclusive o engajamento.

O silêncio também cobra um alto preço quando se trata da falta de reconhecimento e do desmerecimento. Situações em que um supervisor assume injustamente o crédito por um projeto, por exemplo, geram desmotivação imediata.

É preciso citar, ainda, que conversas difíceis são inevitáveis e essenciais para a saúde de qualquer ambiente, seja corporativo, escolar ou familiar. Adiar esses diálogos e optar pelo silêncio compromete a cultura organizacional. No entanto, é fundamental que essas trocas aconteçam em um ambiente seguro, sem medo de retaliações, para que possam gerar mudanças reais e produtivas.

Continua após a publicidade

Romper com a cultura do silêncio exige disposição para o diálogo, empatia e um ambiente que valorize a transparência. Quando a comunicação se torna uma prática primordial, as organizações não apenas evitam prejuízos financeiros e emocionais, mas também fortalecem vínculos, impulsionam a produtividade e constroem uma reputação sólida. 

Quatro dicas para evitar os impactos negativos do silêncio nas organizações:

Não adie conversas difíceis

Questões delicadas, como conflitos e falhas operacionais, devem ser abordadas com transparência.

Continua após a publicidade

Mantenha a cultura de feedback contínuo

O silêncio no retorno sobre o desempenho pode desmotivar equipes e comprometer resultados.

Reforce a valorização

O silêncio diante um bom trabalho pode ser tão prejudicial quanto uma crítica injusta.

Enfrente comportamentos tóxicos

Jamais ignore casos de assédio, bullying ou desmerecimento. 

Continua após a publicidade

* Patricia Ansarah é psicóloga organizacional e fundadora do Instituto Internacional de Segurança Psicológica (IISP).

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Super Promoção! Digital Completo

Apenas R$ 1,99/mês nos 3 primeiros meses
Garanta acesso ilimitado aos sites, apps, edições e acervo de todas as marcas Abril
Após o terceiro mês, cancele a qualquer momento
De: R$ 16,90/mês
Por 1,99/mês

Impressa + Digital

Receba Você RH impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. Pagamento único trimestral de R$5,97, a partir do quarto mês, R$ 16,90/mês. Oferta exclusiva para assinatura trimestral no Plano Digital Promocional.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.