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Dica de leitura: o clássico da filosofia que satiriza o otimismo exagerado

Talvez Cândido sofresse de positividade tóxica, se vivesse nos tempos atuais. Mas, naquela época, era ingenuidade mesmo

Por Marcia Kedouk Atualizado em 30 dez 2021, 18h59 - Publicado em 5 dez 2021, 07h00

François-Marie Arouet – ou Voltaire, para os íntimos – foi um filósofo, escritor e dramaturgo francês que se tornou célebre por defender o livre-pensamento. É a ele que atribuem uma das mais famosas frases não ditas da humanidade: “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Quer dizer, a frase foi escrita, mas não por ele, e sim por sua biógrafa, a inglesa Evelyn Beatrice Hall, numa tentativa de resumir o pensamento de Voltaire.

Mas o francês era conhecidíssimo também por outra habilidade, a de satirizar os poderosos utilizando imensas doses de sarcasmo. E é essa faceta de sua personalidade que fica em evidência nesta que é considerada sua obra máxima: Cândido, ou o Otimista.

Cândido é um jovem que mora em um castelo com sua amada e acredita que o melhor sempre acontece. Talvez sofresse de positividade tóxica, se vivesse nos tempos atuais. Mas, naquela época, a causa mais provável era ingenuidade mesmo.

Acontece que Cândido é expulso do castelo e todo o tipo de desgraça começa a acontecer com ele: perde seu amor, é torturado, sobrevive a naufrágio e terremoto, é roubado e enganado várias vezes… E aí, não tem jeito, o otimismo exagerado vai ganhando outras formas.

Essa bela crítica à nobreza e à intolerância religiosa é nossa dica de livro. Você pode ver outras indicações clicando em Biblioteca Você RH, na home do site.

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