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A Marelli Ambientes Racionais criou o conceito de EU S/A

A ideia é estimular os profissionais se comportarem como empresários, buscando o máximo na sua carreira

Por Tatiana Sendin Atualizado em 5 dez 2020, 20h48 - Publicado em 27 mar 2013, 11h41

Caxias do Sul (RS) – No ano passado, o departamento de recursos humanos da Marelli criou o conceito de Eu S/A para incentivar que cada profissional se comporte como um empresário, buscando o autodesenvolvimento e fazendo o máximo por sua carreira. A prática estimula os empregados a se manter atualizados e, assim, preparados quando surgir uma oportunidade.

É que a fabricante de móveis de escritório é uma empresa familiar e pequena — são 13 gestores e três sócios-diretores —, o que acaba colocando, em algum momento, um teto na trajetória profissional. “Ficamos felizes quando alguém sai, porque assim conseguimos movimentar os sucessores”, diz Adair Citton, gerente de recursos humanos.

No ano passado, a Marelli promoveu sete pessoas e movimentou outras 25. Quando abre uma vaga, a companhia procura gente interna e externamente, por meio da indicação dos empregados (uma indicação vale uma Melhoria, uma espécie de moeda que conta pontos nas metas individuais, as quais influenciam na distribuição dos resultados).

No recrutamento, principalmente para cargos operacionais, a fabricante dá preferência para quem mora perto — assim o indivíduo não precisa pegar muitos ônibus, o que contribui para a redução da poluição. Mas o grande destaque da Marelli, para a alegria dos empregados, é o plano de participação nos lucros.

Pago a cada seis meses, tem mantido uma média de seis salários e meio a mais nos últimos três anos para cada um. O pacote de benefícios é flexível. Os funcionários recebem 350 pontos (o equivalente a 350 reais) para escolher entre plano de saúde, odontológico, auxílio-alimentação, previdência privada ou seguro de vida.

Eles podem ainda colocar os pontos restantes no auxílio-educação ou aumentar a parcela da previdência privada. A partir de seis meses de casa, os empregados podem concorrer a bolsas de estudo de até 50% do valor da mensalidade, dependendo do cargo e do curso escolhido. Para os gestores, a bolsa pode chegar a 90% para cursos de graduação. 

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
Há liberdade para trabalhar, já que o funcionário sabe a sua meta e o que precisa fazer. A política incentiva cada um a buscar seu desenvolvimento. Falta um direcionamento de carreira, pois os empregados não sabem o que fazer para crescer na empresa nem se os cursos realizados ajudam nas promoções.
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