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Na Eternit, amianto é um assunto delicado

A empresa providencia checkups anuais dos funcionários. Eles incluem radiografia de tórax e exame dos pulmões, órgão mais exposto à intoxicação por amianto

Por Murilo Ohl Atualizado em 5 dez 2020, 20h48 - Publicado em 27 mar 2013, 18h10

São Paulo (SP) – Fabricante de caixas-d’água e telhas, a Eternit tem presença no Brasil desde 1940, embora hoje tenha uma gestão independente da empresa belga que a originou.

Atualmente, o grupo tem quatro fábricas no Brasil e ainda controla a Sama, única mineradora de amianto crisotila do país e uma das maiores do mundo, também presente neste Guia.

Impossível falar da Eternit sem tocar num assunto delicado para seus funcionários:  a manipulação do amianto, matéria-prima dos principais produtos da companhia. Há grande discussão acerca dos danos para a saúde que o amianto pode gerar, como problemas respiratórios e câncer de pulmão.

O Brasil tem leis que regulam a produção e a comercialização de produtos com o minério. Outros países baniram seu uso, especialmente os da Europa, onde outra variedade do amianto (o anfibólio) foi usada sem o devido cuidado e causou muitas mortes. No Brasil, quatro estados promulgaram leis que proíbem a venda de materiais que contenham amianto crisotila.

No entanto, ações no Supremo Tribunal Federal  questionam a validade dessas leis e não existe, até hoje, uma decisão final sobre a questão. Um dos objetivos deste Guia é dar voz ao funcionário das empresas participantes. No caso dos empregados da Eternit, pessoas que lidam no dia a dia com a manufatura de itens que contêm amianto, a sensação é de segurança.

“Existe muito rigor com proteção, usamos roupas e máscaras para evitar o contato com o produto”, diz um operário. A companhia procura tratar o assunto com transparência. Do ponto de vista da saúde do funcionário, faz checkups anuais que incluem radiografia de tórax e exame dos pulmões, órgão mais exposto à intoxicação por amianto.

Também disponibiliza informações sobre o produto em seu site e pratica uma política de portas abertas ao público interessado em visitar as instalações. É suficiente? Só o tempo dirá. Mas, diante da pergunta “você tem medo de desenvolver um câncer por causa do trabalho?”, a resposta dos empregados, unânime, é “não”. 

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
Há muitos relatos de ações de apoio a funcionários e familiares em momentos delicados, como doenças não cobertas pelo plano de saúde e dificuldade financeira. O bônus beneficia a liderança. Cargos operacionais ganham até um salário de participação nos lucros, enquanto os gerentes ganham até seis e diretores, até 12.
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