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Na Selbetti, o vale-refeição quase dobrou de valor

Este é um dos benefícios mais reconhecidos pelo quadro da empresa

Por Bárbara Ladeia Atualizado em 5 dez 2020, 20h48 - Publicado em 27 mar 2013, 10h32

Joinville (SC) – O bom humor é a marca registrada dos funcionários da Selbetti, empresa de gestão de documentos e impressões, com sede em Joinville (SC). Todos os anos, as datas comemorativas são lembradas com agitação e surpresas. Em 2012, por exemplo, o Dia Internacional da Mulher foi especial.

Um “príncipe”, vestido com capa e chapéu, invadiu suas instalações em busca de uma candidata para o sapato que trazia consigo. No Dia dos Pais do ano passado, foram dados kits com utensílios para churrasco para os homens, com direito a um avental que estampava fotos de seus filhos.

Para o time, esse clima leve também se reflete na relação entre líderes e subordinados, porque existe uma preocupação em manter a troca constante de informações. A lista interna de e-mails, o mural eletrônico e as reuniões mensais para discussão de resultados mantêm a equipe alinhada em torno do mesmo objetivo.

Todos os empregados participam do desenvolvimento de estratégias e metas, por exemplo, embora sejam os diretores e gerentes que batam o martelo sobre as decisões em uma reunião anual. Mas, quando o assunto é promoção, a satisfação diminui. A equipe não vê clareza no processo e encontra dificuldades para alcançar níveis hierárquicos mais altos, já que os acionistas ocupam as diretorias.

“A empresa vai precisar crescer muito ainda para que algum de nós seja promovido ao cargo de diretor”, diz um profissional. Isso não significa que as movimentações não aconteçam. Em 2011, 42 pes­soas subiram de cargo e a Selbetti está tentando deixar mais transparentes os caminhos para crescer internamente.

No ano passado, introduziu o plano de cargos e salários, que estabeleceu dois níveis de remuneração por função. A nova política prevê também adicionar mais quatro faixas salariais conforme o resultado da avaliação de desempenho. O desafio agora é capacitar a liderança.  “Aqui, aprende-se a ser chefe com o passar do tempo. Não tem nenhum projeto de capacitação realmente eficiente”, afirma um funcionário.

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
Os funcionários elogiam os benefícios e destacam o aumento no valor do vale-refeição, no ano passado, que passou de 6 para 11 reais. A falta de infraestrutura da sede incomoda. Segundo os empregados, nos últimos anos a empresa triplicou o faturamento sem fazer grandes investimentos.
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