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Semana mais curta e outras notas curiosas sobre o trabalho no mundo

Um giro por cinco ações, de diferentes empresas, atualiza o que está acontecendo no mercado de trabalho ao redor do mundo

Por Redação VCSA 19 jul 2019, 06h00 | Atualizado em 22 out 2024, 12h44
People enjoy the summer sunshine on a hot day in London as
Londrinos no Green Park: o Partido Trabalhista quer diminuir a semana útil | Foto: Getty Images /  (/)
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  • São Paulo – Confira as principais notas sobre o que está acontecendo nas empresas pelo mundo, publicadas na revista Você S/A de julho.


    Feriadão Constante

    Uma semana de trabalho de apenas quatro dias. É isso que defende Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista britânico. De acordo com o político, a mudança no estilo de trabalho seria justificada pelo avanço da automação por parte das empresas.

    E, embora pareça distante, um expediente mais curto não está longe da realidade dos profissionais do país. Na Grã-Bretanha, a média semanal de trabalho era de 57 horas em 1870 e caiu para 40,5 horas nos anos 2000. E ainda há margem para redução.

    Segundo a consultoria McKinsey, cerca de 40% de todas as horas úteis poderiam ser automatizadas com a tecnologia. Para Corbyn e o Partido Trabalhista, que encomendaram um relatório sobre a proposta, isso representaria ganhos em produtividade e qualidade de vida para os britânicos.


    ARGENTINA

    Falta inclusão

    Três em cada dez argentinos já sofreram algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero. Esse é o resultado de um levantamento da consultoria de recrutamento Bumer, que ouviu 3 556 pessoas, publicado em junho.

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    O estudo mostra que as companhias argentinas não estão no caminho certo: 47% dos entrevistados dizem não ver mudanças significativas de conduta e afirmam que as organizações são muito conservadoras.

    Além disso, mais de 30% acham que as oportunidades de emprego são reduzidas quando se expressa a orientação sexual.

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    Ilustração: Marcos Müller ()


    FILIPINAS

    Fora da lei

    Chineses estão imigrando para as Filipinas para trabalhar no mercado de apostas. Embora ilegais no país, os jogos de azar são a terceira maior fonte de renda nas Filipinas, ficando atrás apenas de impostos e tarifas alfandegárias.

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    Em 2018, por exemplo, cerca de 140 milhões de dólares foram arrecadados com as atividades, que envolvem jogos online e cassinos tradicionais. O mercado aquecido já atrai profissionais, mesmo operando fora da lei.

    Estima-se que mais de 100 chineses tenham se mudado para as filipinas em busca de empregos como agentes de marketing, especialistas em suporte técnico e engenheiros. Falar mandarim é um incentivo, uma vez que muitos turistas são chineses.

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    Hotel-cassino nas Filipinas: jogos de azar são fonte de renda no país | Foto: Getty Images ()

     


    ESTADOS UNIDOS

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    Por mais benefícios

    Uma pesquisa da Sociedade para Gestão de Recursos Humanos (SHRM, na sigla em inglês), publicada em junho, indica que as empresas americanas estão melhorando o pacote de benefícios que oferecem.

    Segundo o levantamento, cerca de 97% das companhias aumentaram as opções para seus funcionários ao longo do último ano. Veja o que está se tornando mais comum:

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    Toque para ampliar

    FRANÇA

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    O copo d’água da discórdia

    Rodeada por restaurantes, a região central de Paris era o ponto em que muitos entregadores de aplicativos como UberEats e Glovo esperavam pelo próximo pedido. Com temperaturas acima dos 40 graus, a onda de calor na Europa também atingiu os serviços de delivery.

    Por causa do clima abrasador, que impossibilita os entregadores de pedalarem por horas, muitos estão optando por não trabalhar durante dias ou semanas inteiras.

    A situação reacendeu mais uma vez a discussão sobre o papel das empresas de economia compartilhada nas condições de trabalho desses profissionais, que elas consideram autônomos.

    A Glovo ficou no centro desse debate e foi duramente criticada depois de sugerir, em um comunicado, que os consumidores deveriam oferecer um copo de água para aliviar o calor extenuante enfrentado pelos entregadores.

    O fenômeno das altas temperaturas já provocou oito mortes em três países da Europa, além de incêndios e picos de poluição.

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    Torre Eiffel, em Paris: a onda de calor afeta a produtividade de quem trabalha com apps de delivery | Foto: Getty Images ()

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