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Como as empresas podem apoiar profissionais que são pais de autistas

70% dessas pessoas têm exaustão mental por lidar com os vários tratamentos do filho. Mas há como ajudá-las para que conciliem bem as crianças e o trabalho.

Por Kenny Laplante
2 fev 2025, 12h08
Imagem de uma professor habilidoso mostrando linguagem de sinais para um aluno autista.
 (Vladimir Vladimirov/Getty Images)
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No Brasil, estima-se que mais de 2 milhões de crianças vivam com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma condição que traz desafios significativos para suas famílias. Pais e cuidadores dessas crianças enfrentam uma rotina exigente, marcada por múltiplas sessões de terapia, que se tornam ainda mais complexas pela necessidade de o cuidador ter de coordenar a comunicação e estratégia de diferentes profissionais clínicos em diferentes locais de atendimento, além de consultas médicas e a constante necessidade de adaptação.

Nesse contexto, as empresas têm uma oportunidade valiosa de se tornarem verdadeiras parceiras, oferecendo suporte que não apenas beneficie os colaboradores diretamente envolvidos, mas também enriqueça a cultura organizacional como um todo.

O apoio das empresas a funcionários que são pais ou cuidadores de crianças com autismo pode se manifestar de diversas maneiras. Uma das mais eficazes é a flexibilidade nos horários de trabalho. Muitos desses colaboradores precisam conciliar suas responsabilidades profissionais com as demandas do tratamento contínuo de seus filhos, que pode incluir diversas sessões de terapia por semana. Ao permitir horários flexíveis ou a opção de trabalho remoto, as empresas facilitam a gestão dessas obrigações, reduzindo o estresse e aumentando a produtividade.

Bom plano de saúde faz muita diferença

Além da flexibilidade, a qualidade do plano de saúde oferecido pela empresa é crucial. Segundo o estudo “Retratos do Autismo no Brasil em 2023”, 65% dos pais de crianças com TEA relatam dificuldades financeiras e 70% enfrentam exaustão mental devido à carga cognitiva envolvida no tratamento. Um plano de saúde que cobre tratamentos especializados e terapias multidisciplinares de qualidade pode aliviar significativamente essas pressões, garantindo que os cuidados necessários estejam acessíveis sem comprometer a estabilidade financeira da família.

A conscientização dentro do ambiente de trabalho também desempenha um papel fundamental. Programas de educação e palestras sobre autismo podem desmistificar o TEA, reduzir preconceitos e fomentar uma cultura de empatia e inclusão. Empresas que promovem tais iniciativas não apenas apoiam diretamente os cuidadores, mas também criam um ambiente mais acolhedor para todos os colaboradores. Isso pode levar a uma maior coesão da equipe e a um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo.

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Pais de autistas precisam de apoio psicológico

Ademais, a saúde mental dos cuidadores é um aspecto frequentemente negligenciado, mas de extrema importância. A constante preocupação com o desenvolvimento dos filhos, aliada às pressões profissionais, pode levar a altos níveis de estresse e burnout. Implementar programas de apoio psicológico, oferecer sessões de terapia e criar espaços seguros para que os funcionários possam expressar suas dificuldades são medidas que promovem um bem-estar integral, refletindo positivamente na saúde geral do colaborador e, consequentemente, na sua performance no trabalho.

Os planos de saúde corporativos, quando bem estruturados, podem ser um diferencial significativo. Empresas que oferecem planos com ampla cobertura e baixa coparticipação facilitam o acesso a tratamentos eficazes, promovendo um desenvolvimento mais acelerado para as crianças e uma maior tranquilidade para os pais. Além disso, parcerias diretas entre empresas e clínicas especializadas em autismo, embora ainda raras, podem otimizar ainda mais esse suporte, proporcionando uma assistência mais personalizada e acessível, sem falar na redução de sinistro do plano de saúde, o que pode promover também uma redução do custo da assistência por conta da maior autonomia das crianças nesses espaços especializados.

Em um país onde a maior parte dos beneficiários de planos de saúde obtém esse benefício por meio do emprego, o papel das empresas se torna ainda mais significativo. A oferta de condições que promovam a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores, aliada à conscientização e à inclusão, cria um ambiente de trabalho mais humano e sustentável.

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Apoiar colaboradores que são pais ou cuidadores de crianças com autismo não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também uma oportunidade estratégica para fortalecer a cultura organizacional e aumentar o engajamento e a lealdade dos funcionários. Investir em flexibilidade, conscientização, saúde mental e planos de saúde de qualidade cria um ambiente de trabalho mais inclusivo e solidário, beneficiando toda a equipe e contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e empática.

Seria ideal que mais empresas adotassem essas práticas, reconhecendo que o apoio a esses colaboradores traz benefícios mútuos. Transformar o ambiente corporativo em um verdadeiro aliado para a inclusão e o desenvolvimento de todos não só melhora a vida dos colaboradores diretamente envolvidos, mas também enriquece a organização, tornando-a mais resiliente, inovadora e preparada para os desafios do futuro.

* Kenny Laplante é fundador da Genial Care, uma healthtech para o desenvolvimento de crianças autistas e suas famílias.

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