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“É uma situação inimaginável”, diz VP de RH do Carrefour no Brasil

João Senise tem o desafio de liderar o RH de uma das maiores empregadoras privadas do país em meio à crise do coronavírus

Por Camila Pati Atualizado em 15 dez 2020, 08h58 - Publicado em 27 mar 2020, 09h52

Toda grande empresa tem planos de contingência para situações emergenciais, mas uma situação da magnitude da crise gerada pela pandemia de coronavírus não estava nem nas previsões mais pessimistas acerca dos rumos da economia mundial . “É uma situação inimaginável”, diz João Senise, VP de RH do Carrefour.

Há um ano e três meses no cargo, o executivo tem o desafio de liderar o RH uma das maiores empregadoras privadas do país. Com 87 mil funcionários e faturamento de R$ 62,2 bilhões em 2019, o Brasil é a segunda maior operação dentre os países em que o Grupo Carrefour opera. Em 2019, a receita global da companhia totalizou € 80,6 bilhões de euros.

A varejista viu a demanda explodir desde que o isolamento social passou a ser recomendado pelas autoridades e está recrutando 5 mil profissionais.  Um oásis de oportunidades profissionais em meio ao temor de recessão global e demissões em massa e aumento nos níveis de desemprego. “Nos sentimos quase que privilegiados de podermos abrir vagas e contribuir com a sociedade mantendo o abastecimento, trazendo essa tranquilidade”, diz.

VOCÊ S/A: Como tem sido liderar uma varejista desse tamanho numa situação como a atual?

João Senise: É uma experiência única. Tenho notado um nível impressionante de comprometimento e engajamento de todas as áreas. Isso é energia pura. As pessoas que estão em home office também se adaptaram rapidamente.

VOCÊ S/A: Como foi a implementação de home office?

João Senise: Nós expandimos a disponibilidade de equipamentos para que mais pessoas pudessem fazer home office. Tudo vem funcionando de maneira positiva. É uma situação intensa, não só para o RH, mas para todas as áreas, mas temos funcionado de maneira integrada nos adaatando.

VOCÊ S/A: O home office pegou muitas empresas despreparadas. Já havia essa cultura de trabalho remoto na empresa?

João Senise: Já havia flexibilidade e havia prática de home office. Estávamos para formalizar uma política e isso tudo que aconteceu acelerou esse processo. A gente expandiu mas já era culturalmente aceito.

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  • VOCÊ S/A: Você enxerga no horizonte a implementação de caixas automatizados nas lojas?

    João Senise: É um grupo tão grande entre Carrefour e Atacadão, são realidades variadas.  A gente vem testando alguns modelos (de automatização), fizemos parcerias com lojas autônomas, mas acreditamos que sempre vai existir espaço para diferentes formatos e soluções por conta do tamanho e da diversidade do grupo.

    VOCÊ S/A: Você acha que uma situação como a pandemia de coronavírus pode acelerar processos de automatização que são tendências de futuro do trabalho?

    João Senise: Não acho necessariamente que acelere. Nesse momento precisamos de pessoas atuando e vamos passar por um momento em que é importante gerar empregos. Em um futuro mais distante talvez venha a fortalecer, mas não em curto e médio prazo.

    Confira os detalhes das vagas disponíveis no Carrefour

    O processo seletivo será totalmente online. Maior parte das oportunidades é para trabalho presencial mas há vaga de home office. Na reportagem, João Senise também fala sobre novo protocolo de higiene no ambiente das lojas para proteger o ambiente de trabalho:

    Carrefour abre 5 mil vagas de emprego para dar conta da demanda no Brasil

     

     

     

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